A Primavera está aí a chegar e decidimos cometer suicídio mediático com o Tudo ao Molho desta semana. Há uma série de jogos que toda a gente, toda a gente gosta, mas que nós não conseguimos gostar nem com maionese e ketchup. E é por isso que esta semana decidimos dizer adeus à nossa (pouca) aceitação social, e por-nos à mercê dos fanboys ao possuirmos:

Jogos que toda a gente gosta e nós não

Nota do Frederico Lira: Não sei se esse molho funciona porque o Isaque vai escrever 3 páginas.

 

Alexa Ramires

GTA. Toda a gente adora. Toda a gente aclama. toda a gente joga, toda a gente diz que é um clássico. Eu não digo que não é bom. Não digo que não tem qualidade. Não é para mim.

GTA…im sorry…its not you – its me…

 

Bernardo Lopo

Há qualquer coisa neste jogo que me faz não o suportar. Não sei o quê, nem porquê, mas por alguma razão as minhas sessões de <em>Bastion</em> duram, em média, 3.14159265359(…) minutos. O que para mim é surpreendente, já que Transistor é para mim dos melhores jogos dos últimos anos.

 

Ricardo Mota

Não gosto de League of Legends porque é limitado, castrador de inovações ou risk-taking, previsível e, pior, contenta-se com isso. Não é sequer agradável de ser assistido enquanto eSport devido a isso, com jogos que se arrastam sem grande emoção durante 80% do tempo.

Eu já o disse por por pm e vou dizer aqui: Counter Strike. Porque um jogo em que a malta tem mais medo de uma flashbang do que de uma granada tem que estar aqui .

 

Matthieu Rego

Um apenas? Tenho uma mão cheia deles. Estão-se a lembrar daquela moda dos FPS militaristas da geração 360 e PS3? Bingo!
Essa praga cinzenta de testosterona foi o equivalente lúdico daqueles tipos que usam bonés ao contrário mas sem aqueles ajustes de plástico: a versão mais rancheira do plebeu urbano americano. A sensibilidade artística de um soldado de Warhammer 40k com gimmicks marciais para dar tesão aos aficionados do serviço militar de sofá. O pior é que era rentável porque vocês adoraram essa merda -Azeiteiros- e eu tive que sofrer pelo vosso mau gosto.

 

João Machado

Ok, eu podia escrever um artigo sobre isto. Há tanto para dizer sobre os jogos que muita gente gosta e eu não. Primeiro, tenho uma dúvida: muita gente gosta deles ou vendem muito? Pode parecer parvo mas há uma diferença, é uma questão de marketing. Nessa perspectiva vamos à lista sem ordem ou justifição especifica, mas apenas porque os estilos não me agradam: LoL, Dota, Neverwinter Nights (e antes que alguém diga seja o que for, Baldur’s Gate são dos meus jogos favoritos de sempre mas o NwN nunca me agradou). Assim como o Matthieu junto os FPSs Militaristas tipo CoD e Battlefield, Halo, e todos os seus compadres genéricos. Far Cry (não me venham com merdas que tem história e o c*r*lh*). Portal (nunca percebi o que agrada nesse jogo, apesar de adorar jogos de puzzles). Street Fighters, são simplesmente, meh. Vou ficar por aqui, acho que isto chega. E GTA, não suporto aquilo. Agora sim, acabei.

P.S.: Esqueci-me do WoW. Como é que me esqueci do WoW não sei, mas esse é outro que não consigo perceber o que agrada as pessoas.

 

Roberto Gil

Fama est multi populi Aetatem Draconis amant…
Diz-se por aí que toda/muita a gente gosta de Dragon Age Origins da BioWare. Devo confessar que a partir do momento que instalei o primeiro e o tentei jogar que não quero ouvir falar da série por duas razões muito específicas a primeira e mais decisiva reporta-se à mecânica do jogo em si, simplesmente não atinei com aquilo. Há por aí tanto turn based RPG que faz aquilo tão melhor! A segunda é a história: mais um conto fantástico em que um “grande mal” decide dominar o mundo, onde é que já ouvimos falar disto?
Os dragões também têm sentimentos!

 

Isaque Sanches

A série Grand Theft Auto. Para mim aquilo que sempre falhou na série é que não gosto de controlar as personagens e/ou conduzir. Seja em que jogo for da série, seja por que motivo for.
Não sei porquê, mas para mim nesse aspecto a competição faz sempre melhor.
O V Faz-me comichão. Aquelas coisas na Nintendo DS em vista top-down: meh. Não percebo o apelo do IV. O San Andreas coiso, e o Vice City a mesma coisa: na altura não era terrível, mas um saiu há dez anos e outro saiu há dez anos e tal; também já fui fã de Power Rangers; mesmo assim, nunca achei muita piada. Tudo o que está para trás, também em vista top-down: meh ao quadrado (meh vezes meh).

 

Ricardo Correia

Sem sombra de dúvida Dragon Age Origins. Eu tentei, eu juro que tentei. Foram cinco as vezes desde que o jogo foi lançado que o comecei do início na esperança vã de que “é desta que eu vou gostar disto”. Foi a família, foram os amigos, foi o mundo inteiro a fustigar-me com o facto dado como adquirido de que Dragon Age Origins é tão bom que consegue transformar Ice Tea do Lidl num Esporão tinto reserva. Mas não. Das cinco vezes que tentei acabei sempre por desistir. Ainda hoje me surpreende como é que a BioWare acertou no sítio certo com todo o jogo nos geniais KOTOR e no Mass Effect e conseguiu tornar o combate e a gestão da party em Dragon Age no homúnculo dos jogos do género.

Acho que das cinco vezes que comecei a jogar parei sempre lá pelas 3-4 horas de jogo. Acho que já lhe dei as oportunidades todas que mereciam. Com o tempo que lá gastei podia ter acabado 6 vezes o The Order

P.S.: Ah e o Resident Evil: Nemesis. O fundo do tacho do Resident Evil 2