Se há séries que abusam por completo das sequelas, num milking the cow constante que roça a monotonia, há muitas outras que desejamos uma continuação mas cuja sequela parece não ter fumo à vista. E é por isso que a equipa do Rubber debruçou-se esta semana sobre

Jogos que necessitam urgentemente de sequela

Ricardo Mota: – Uma sequela do Final Fantasy era capaz de ser porreira.

Roberto Gil: – Eu pensei no Pokémon.

 

Ricardo Correia:

Esta semana para não dizerem que eu não tenho personalidade e que sou mais um desses que só tem a opinião que os seus pares têm, avanço já três nomes Beyond Good and Evil, Comix Zone e Pokémon Snap.

Circulam rumores de que a sequela do genial Beyond Good and Evil está a ser desenvolvida em exclusivo para a NX, mas como para mim os rumores têm a mesma utilidade do que concorrentes de reality shows, decido ignorar até ter factos comprovados.

Comix Zone foi um brilhante canto do cisne da Mega Drive e merece por completo ser revisitado, mesmo que a sua sequela tenha um enredo distinto. Pokémon Snap faz todo o sentido com os avanços tecnológicos dos dispositivos e consolas actuais e tem todas as condições para ser uma boa experiência de “Gotta photograph’em all!“.

 

Ricardo Mota:

Sugiro uma sequela para qualquer jogo acabado em “2” lançado pela Valve ou com o selo desta. I’m not even joking.

Life is Strange, Spec Ops: The Line, Jagged Alliance, Command & Conquer: Generals, Day of Defeat, Star Wars: Knights of The Old Republic, The Vanishing of Ethan Carter, Metro:Last Light… são alguns dos que me lembro que mereciam uma sequela com pés e cabeça, na qual mergulharia com vontade.

 

Bernardo Lopo:

The World Ends With You. Não tenho palavras para descrever o quão mítico este jogo consegue ser. Se umas horas dentro deste universo nos deixa com o cérebro dividido pelo o combate repartido entre os dois ecrãs da Nintendo DS, a umas quantas horas do final é o coração que se divide entre querer um desfeche épico para este jogo e não o querer por ir ditar o final de uma jornada extremamente divertida e prazerosa. Bolas, como te quero. E não finjam que a participação Neku e amigos em Kingdom Hearts 3D: Dream Drop Distance é suficiente, porque NÃO É.

DO IT! JUST DO IT!

 

Johnny Rodrigues:

Eu ia dizer Beyond Good and Evil mas o Ricardo já se antecipou. De seguida, a resposta óbvia seriam os jogos da Valve. Mas, na verdade, pensando melhor, há dois jogos que marcaram a minha infância e adolescência e que, para mim, precisam de uma sequela mais urgentemente que os de cima.

O primeiro é um no-brainer: a série Star Wars Jedi Knight. Dava tudo para termos um regresso à saga de Kyle Katarn. Cresci e aprendi a fazer jogos ao trabalhar num mod para Jedi Academy desde os meus 15 anos até já ter saído da faculdade. Até hoje ainda tenho de ver um jogo que traga um sistema de melee combat tão robusto como o deste jogo.

O segundo é Populous 3: The Beginning. Sim, já tivemos uma sequela espiritual em From Dust mas na verdade o jogo não tem muito a ver com o espírito RTS desse jogo a não ser pelos visuais soberbos. Das duas uma, ou alguém pega no From Dust e faz um mod RTS inspirado no Populous 3 ou então façam a coisa como deve ser e construam um RTS com tribos e feitiços que fazem vulcões crescer do chão ou tornados varrer completamente uma série de casas.

 

Matthieu Rego:

Tenho várias opções em mente mas vou limitar-me a L.A Noire por ser a mais provocadora.

O jogo surge numa altura em que a Rockstar começa a levar com o peso da sua megalomania e a elite entre numa onda contra corrente que pretende arrasar o jogo para além da razoável. São os mesmos Judas que negam ter gostado do Heavy Rain depois do David Cage se ter tornado persona non grata.
Quem tiver o mínimo de honestidade intelectual consegue perceber que o jogo era perfeitamente razoável e precisava de pouco para ser excelente. É esse pouco que gostaria de ver consertado num L.A Noire 2.

 

João Machado:

Eu não sou fã de sequelas. Para mim parece sempre que se está a mugir a vaca até ao tutano e depois sem dar por ela temos o Call of Duty Pink Squad with Lasers and stuff ( ou Call of Duty 27). Se algo for lançado para sair numa série, tudo bem. Assim como o Shenmue foi projectado para ser feito originalmente. Tendo dito isso, tenho que concordar com os Ricardos no que diz respeito a Comix Zone e Jedi Academy sendo óptimos jogos nos seus campos respectivos. Mesmo assim não gostava de ver uma sequela mas sim um remake em termos gráficos e de jogabilidade. Sequela mesmo, gostava de ver dois jogos: Star Wars Republic Commando, porque é dos poucos FPS que gosto de jogar, o ambiente todo do jogo, os comandos do esquadrão sendo tão básicos e intuitivos, as conversas, para mim é dos Shooters, mais perfeitos que existem. O outro é Eternal Darkness feito para a GameCube, é um jogo pouco conhecido mas absolutamente brilhante em vários aspectos, mas particularmente na maneira como ele brinca com a mente das pessoas, inclusive na vez que me fez desligar a consola porque simulou que tinha crashado.

 

Miguel Tomar Nogueira:

Sky Odyssey, urgentemente. Ao escrever o meu Comer a Canja Toda percebi que muito poucos jogaram esta pérola. Alguém tem que pegar neste título, mas como já de si era graficamente penoso, um remaster está fora de questão. Mais do que uma sequela, é necessário um reboot.

SSX Tricky. O melhor jogo de ski de sempre merece um Tricky 2. Depois de Tricky a série perdeu-se e o reboot do franchise entrou rapidamente nos jogos com desconto. É preciso fazer a sequela daquele que já de si era uma das melhores sequelas de sempre.

Qualquer coisa Strike: Actualmente, a capacidade gráfica das consolas e PCs permite direcções artísticas de uma enorme beleza em jogos com perspectiva isométrica. É chegado o momento da sequela dos Strikes: Desert Strike, Jungle Strike, etc. Que regressem todos com um 2 à frente, “isometricamente” belos.

Call of Duty: Modern Warfare. É um pena que um FPS tão bom não tenha tido mais nenhum jogo a seguir.

Tiago Leonel Ferreira:

Jogos que precisam de sequela? Agora que o Shenmue 3 está a ser feito, tenho 2:

Snatcher – Hideo Kojima, seu magnífico bastardo, agora que não tens a Konami a prender-te, que tal uma sequelazita à tua obra-prima Cyberpunk, hmm? *Wink-wink* *nudge-nudge* Know what I mean?

Skies of Arcadia – Preciso de dizer mais alguma coisa? Este JRPG é fantástico. Quero voltar a ser um pirata do ar e ter escaramuças com navios celestes. Vamos embora, SEGA!

Roberto Gil:

Bem, este é um daqueles que me faz sentir mal, porque não me ocorre assim algo deveras “mítico”. Tenho que contentar-me com um desejo muito pessoal de que se fizesse um Star Wars Knights of the Old Republic III que fizesse justiça aos seus antecessores, no que diz respeito à sua história, personagens, jogabilidade e, já agora, naves icónicas. O 1 e o 2 ainda são dos RPGs que mais me marcaram e que influenciaram em muito o meu apreço pela saga.

Frederico Lira:

Kingdoms of Amalur: Reckoning. Tinha tudo para ser uma série alternativa ao Fable, mais agora que o Legends (que não era bem o que os fãs queriam) foi cancelado na fase final e com a Lionhead na corda bamba. É o que dá gastar milhões e não ter o retorno… e em ambos os casos a culpa é dos publishers.