Análise ao headset Speedlink Medusa XE 7.1

O primeiro contacto que tive com Super Sentai foi com a série Turborangers, trazida do Japão para a  Europa pela França e emitida no nosso País pelo Canal 1. Kosoku Sentai Turboranger, no seu título original, é a 13ª iteração da série Super Sentai, cuja série Zyuranger que viria poucos anos depois a inspirar a Saban a adaptar a franquia para os EUA sob o nome Power Rangers. E o que é que isto tem a ver com a análise deste headset? Tudo. É que até colocar as mãos neste Medusa XE 7.1, era (e ainda sou) proprietário de uns Ozone Rage 7HX que me faziam sentir… especial.

Quando há cerca de três semanas começámos a fazer os nossos streams no Twitch em directo, alguns dos (poucos) espectadores e/ou alguns dos membros da equipa do Rubber chamavam-me à atenção do padrão luminoso que o meu anterior headset apresentava. Com todas aquelas luzes vermelhas, sempre que colocava um pouco de retrowave a tocar sentia que estava numa training montage ou numa morphing sequence a pilotar um mecha gigante. O que até é giro, não fosse o microfone do meu anterior headset lembrar-me que é possível que estivesse num cockpit, mas a vários metros de profundidade, tal era o abafado do som captado pelo microfone.

E nisto que das análises de jogos e dispositivos associados, como em muitas outras coisas da vida nomeadamente a arte de comer caracóis, o timing é tudo. Na precisa semana em que o meu estilo retro-80s-piloto-de-mecha começava a definhar, eis que me chega um novo headset para analisar pelas mãos da FraggerZstuff: o Speedlink Medusa XE 7.1.

O primeiro ponto que notei é que este Medusa, qual cabeleira farta de cobras e serpentes a preencher o couro cabeludo, é ergonicamente mais ajustável que o meu headset anterior, que não possuía qualquer tipo de articulação no seu corpo. No caso deste dispositivo da Speedlink a capacidade de rotação das articulações dos auscultadores permite um grande conforto na sua utilização, representando um óptimo ajuste para a nossa cabeça.

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O que acaba por equilibrar com um factor positivo que os meus headsets anteriores tinham: pesavam pouco, muito pouco, o que me deixava a pensar o que raio os senhores da Ozone tinha utilizado de materiais para o construir. E com isto não digo que estes Speedlink sejam pesados, que não o são, mas que a capacidade de ajuste ao formato da nossa cabeça através das articulações do headset distribuem facilmente o peso do mesmo.

O isolamento acústico destes Medusa é bastante elevado, permitindo que os habituais ruídos do quotidiano não interfiram no que estamos a ouvir, seja em jogos ou em música. E eu bem sei o impacto que isto tem, já que tenho uma mui-alegre periquita (real, e não-metafórica) que passa a tarde a piar.

A qualidade destes 7.1 é muito semelhante a outros da mesma gama de preço, nomeadamente os meus anteriores auscultadores. A jogar percebe-se a existência do som surround em cada um dos ouvidos, trazendo uma boa noção espacial-auditiva, mas não sinto que a qualidade geral da emissão sonora o destaque de tantos outros. Uma boa qualidade, mas não excelente, mas que se ajusta ao intervalo de preço onde este headset se encontra.

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A gigantesca diferença que estes Medusa XE apresentam é na óptima qualidade de captação de som através do microfone que dá uns brilhantes 10 a 0 (como diria o outro senhor embriagado) a qualquer modelo que eu possuí. O microfone capta com clareza, com um bom corpo de gravação e sem ruídos assinaláveis.

Já que o USB estava ali à mão, aproveitei para experimentá-lo noutro ambiente que não o do PC, para avaliar se se porta tão bem noutros cantos do gaming como se porta sentado ao computador. Liguei-o à PS4 e, surpresa das surpresas, o aspecto verdadeiramente plug and play do mesmo trouxe-me todo o conforto auditivo que tinha no PC para o sofá da sala.

Para alguma surpresa minha estes Speedlink Medusa XE acabaram definitivamente de substituir os meus Ozone. Sinto que a qualidade dos componentes e dos auscultadores como um todo e o microfone que possui são uma grande surpresa para esta gama de preço, apresentando ainda assim uma grande qualidade.

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Só perde em estilo e em permitir-me sonhar que sou um Power Ranger, sem as luzes que me faziam sentir um herói às escuras. Mas como estes auscultadores são todos pretos sempre posso dizer que condizem com 90% das cores que ocupam o meu guarda-roupa. Até aquela t-shirt azul-celeste do Spongebob Squarepants que uso para dormir.