Não quis começar este artigo com Rihanna portanto decidi colocar a inspiração do título num estilo que acho mais… agradável ao ouvido. Também não foi amor que encontrei mas sim diversão, pura, simples, e muitas vezes ridícula, que é a melhor de todas, em jogos muito estranhos para jogar em companhia directa e presencial.

Começamos com Monumental Failure.

Stonehenge, Piramide de Gizé, Machu Pichu e o cabelo de Jon Bon Jovi no teledisco do Living on a Prayer, construções megalómanas que ninguém sabe exactamente como foram feitas de certeza. Não vou dizer que foram Aliens mas…

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De certeza que não foram as técnicas usadas em Monumental Failure porque essas ainda são mais irrealistas, apesar de serem muito mais divertidas. O objectivo básico é participar na construção de vários monumentos utilizando técnicas pouco convencionais que vão de empurrar as peças, a usar elasticos, jet packs, e não esquecer aquelas coisas que são plataformas com rodas chamadas Hoverboards mas não são Hoverboards.

Se isso já não fosse caótico o suficiente, a Scary Wizard Games achou que era mais giro se o jogador fosse obrigado a controlar dois a quatro membros da equipe de construção em simultâneo. Como perguntam alguns de vocês enquanto outros pensam se o cabelo de Jon Bon Jovi era suspenso por arames e 7 kgs de laca? Usando o cursor para uns e o clássico WASD, para outros. Ao mesmo tempo. Se isso já não fosse complicado em termos de coordenação, a maior parte das vezes os que controlamos com um comando têm tamanhos, força, velocidade ou parâmetro à vossa escolha diferente dos outros. Demoramos até apanhar o jeito (e às vezes nem com tempo lá vai) mas dá para dar umas gargalhadas enquanto o fazemos.

Para nós, dinossauros tecnológicos que ainda se lembram de jogar com um amigo no Spectrum onde um jogava do lado direito do teclado enquanto um amigo jogava do lado esquerdo, é assim que deve ser jogado Monumental Mayhem. Se a coordenação individual é complicada a dupla… bem… isso deixo convosco para testarem. Tentem não gritar com ninguém porque isto é para diversão. Se quiserem gritar com alguém dá para até quatro jogadores em Vs ou Co-Op e por mais frustrante que consiga ser às vezes. Vejam só as obras fantásticas que se podem fazer!

Depois passamos para Birsdketball, que como o nome indica devia ser um jogo de Basketball jogado com pássaros, mas o jogo tem mesmo aves a jogar um jogo estranho que não tem nada a ver com basket.

Devo confessar que quando agarrei o jogo pensei: “Mais um retro-inspirado-nostálgico”…

Depois de jogar bastante, penso: “Mais um retro-inspirado-nostálgico… mas em bom e divertido”.

Ponto 1, joguem isto com comando analógico, tudo o resto não vai dar.

Ponto 2, seja um para um ou dois contra dois, é quase uma evolução do velhinho Pong: Um ecrã, dois (ou quatro) pássaros, uma bola que não é bola é um quadrado, e duas balizas, são uma receita para uns tempos bem passados e não é a versão de Chicken in the Basket do Swedish Chef que estava a pensar fazer para o jantar mais logo.

O jogo é absolutamente caótico, a maior parte do tempo não estamos a fazer o que queremos, nem o que planeamos, nem sequer o que desejamos, mas isso é pouco importante porque é dessas falhas propositadas todas, que vêm as gargalhadas, é na confusão de dar um ponto ao nosso adversário quando nem sequer queríamos largar a bola que nos diverte, e é aí que a derrota sabe bem e a vitória muitas vezes é amarga porque quer dizer que o jogo acabou…

Restantes pontos? Divirtam-se, o primeiro a chegar a 5 ganha.

Há jogos com bastante conteúdo que não conseguem entreter um grupo de pessoas se viessem com um malabarista de serras eléctricas maneta, e há estes, simplesmente divertidos.

Já agora, o cabelo de Jon Bon Jovi era aguentado por estilo puro. Só isso.