Crowd Smashers, ou os esmagadores de multidões, é um jogo que nos coloca na pele de uma espécie de Songoku a arremessar Kamehamehas procurando falhar o nosso oponente Vegeta e acertar nos espectadores inocentes que, regozijando-se atrás dele, são o nosso verdadeiro alvo.

A sério que nem sequer estás a tentar acertar?!

E é isto, muito obrigado, voltem sempre e até à próxima.

É o resumo.

Chega.

O jogo é isso mesmo. Isso que leram. Não há aqui nada mais para vocês. Xô! Ainda está em early access, pelo que ainda falta muito conteúdo, por isso não esperem ter muito mais conteúdo por aqui, senão arrisco-me a ter mais conteúdo que o jogo.

A coisa pinta-se em jeito de Strikers Edge, mas apenas 1v1. E num terreno de jogo bastante mais pequeno e menos detalhado. Invocamos o nosso Kamehameha, atribuímos-lhe uma cor ou código de cores, cada qual com seu efeito e vira milho. É ver a bola de energia a ser disparada pelo mapa para se entrar no modo Pong da Atari com gráficos mais modernos (mas não muito) e ver o nosso adversário procurar interceptar o nosso lançamento para lhe mudar as cores e nos enviar a coisa de volta com Correio Azul, registado, com aviso de recepção (que são sempre maneiras de por os CTT a ganhar dinheiro) ou, em alternativa, deflectir imediatamente o nosso lançamento, procurando apanhar-nos de surpresa.

Ping!

Não há muito mais a dizer. Posso falar sobre os CTT, se quiserem. Posso dizer que me faz confusão que, num país pequeno como Portugal, para fazer uma carta andar 50 km do Porto a Aveiro, se tenha que pagar mais para ser Correio Azul para a carta ser entregue no dia seguinte. Quê? O volume de cartas é tão grande que, se eu não pagar o Correio Azul a coisa precisa de 3 dias para lá chegar? A carta vai nos alforges de um burro, é? É que cheira-me que a coisa podia ser entregue no próprio dia se se confiasse isso a um grupo de amigos que dê umas pedaladas juntos. Não? Divago em demasia?

Sem qualquer tipo de clubismo: Azul chega no dia seguinte. Verde, chega uns 3 ou 4 dias depois.

Crowd Smashers é divertido, em pequenas doses, antes de nos contagiar uma vontade de ir jogar uma coisa qualquer, mais completa, mais profunda. É interessante para mandar umas bordoadas com um amigo (e, em letras pequenininhas no fundo do ecrã, a rodar rapidamente, com voz de quem lê o disclaimer de um anúncio de medicamentos na rádio: “é necessário o uso de comando. os comandos e as baterias para os mesmos não estão incluídos e deverão ser adquiridos separadamente. se os sintomas persistirem, não hesite em consultar o seu médico ou farmacêutico e não se esqueça de lhe dizer que sem comandos não dá para jogar isto!”). Faltam-lhe ainda vários modos de jogo, mais personagens e mais variedade para que se possa recomendar abertamente. Meh, portanto. Meh. Kameha.. Meh!