Dissecada tão delicadamente como possível com essa ferramenta. Vai ser uma espécie de Blood Eagle.

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Esta semana foi de E3, também faz dois anos que comecei a escrever no Rubber Chicken precisamente a opinar sobre jogos apresentados na feira em 2015. Estes últimos anos foi melhorando a minha perspectiva sobre o evento que tinha deixado de ver já há algum tempo por estar farto de muita parra e pouca uva, muito visual e pouco conteúdo, muitas promessas e poucas serem cumpridas.

Algumas coisas foram altamente positivas nas apresentações no geral mas não impede quase tudo de levar um comentário negativo.

Grande surpresa de início, a morte dos Tenkaichi Budokai e o aparecimento de um Dragon Ball FighterZ, finalmente em 2D como deve ser mas ausente das consolas Nintendo.

Passemos aos estúdios de grande porte como a EA. Seremos brindados com os habituais remakes e incursões anuais das suas franquias mais famosas sem muito a acrescentar. Negativo? Não. Tal como no FIFA, em equipa que ganha não se mexe mas também não é preciso exagerar, vale-lhes o aparentemente muito interessante A Way Out que me fez pensar ser o jogo que todos os fãs de Prison Break alguma vez sonharam.

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Além desse mas por não ser uma produção independente temos Anthem, que é provavelmente o primeiro Shooter que me chama a atenção há anos.

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A Ubisoft mostrou às suas congéneres que muitas vezes a paciência é uma virtude. Ao deixar um ano entre saídas de Assassin’s Creed mostrou Origins que se passa desta vez no antigo Egipto, dando um salto de fé para trás no tempo e com potencial de se tornar o melhor dos Creed.

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O anúncio de Beyond Good and Evil 2 foi um dos seus pontos mais altos, a antecipada sequela do aclamado original que muitos dizem ser brilhante mas poucos realmente jogaram, tipo aqueles livros que toda a gente “leu” poderá ser dos maiores sucessos do próximo ano.

A PlayStation não tinha hardware para dar portanto manteve-se nas suas franquias de sucesso tal como a EA, um novo Uncharted, expansão de Horizon: Zero Dawn e God of War, este último em que já anunciaram que vai ter um sistema de exploração “inspirado” em The Legend of Zelda: Breath of the Wild. Mas provavelmente os melhores e mais esperados títulos para este ano vão ser o remake de Shadow of the Colossus em que os fãs poderão jogar no esplendor de HD e Marvel’s Spider-Man, o que para mim é dos heróis mais overrated de sempre mas um ícone por direito. E talvez pela primeira vez tenha um jogo digno desse estatuto.

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Passemos então à Microsoft que mostrou, e deixou-me entusiasmado com o já acima mencionado Anthem, Forza Motorsport 7, apesar de ser mais fã da sua vertente Horizon por gostar mais de arcade que simulação mas sem dúvida que esta franquia superou de longe a sua maior rival GranTurismo que passou despercebida nas apresentações quando em outros tempos já foi um grande ponto de vendas da Sony.

Quase despercebida também passou a sequela da que considero uma das jóias escondidas da coroa Microsoft que é Ori and the Blind Forest, dos melhores platformers das últimas décadas que será seguido com Ori and the Will of the Wisps.

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Mas o maior canhão da Microsoft este ano é sem dúvida Sea of Thieves, este co-op multiplayer de pirataria é dos jogos que mais espero nos últimos anos, tem muito para correr mal, as variáveis são imensas mas se tudo se alinhar inclusive astros e marés, pode ser dos melhores jogos de todos os tempos e abrir portas a novas potencialidades na indústria.

Falando em indústria, a Microsoft foi a única a mostrar novo Hardware com a sua consola Xbox One X. Colocando-se à frente de todas as outras em potência pura e acima de tudo gráfica na minha opinião é mais um passo em falso do que em frente. Porquê? De início não haverá jogos que corram apenas na nova consola e não o façam na actual. Além disso, para tirar máximo proveito da mesma será necessário ter uma TV 4K que não é do mais barato e em grande parte dos mercados inacessível a quem o maior consumidor, os jovens. Uma coisa é comprar uma consola de 500€, outra é dar 1000€ num pack para ter um TV onde corra isso. Mas há totós em todo o lado e muitos compram Ferrari e Aston Martin para andar nas ruas esburacadas e cheias de trânsito das nossas cidades. O alvo da Microsoft é um jogador mais exigente, se vai ser atingido ou não, só o tempo dirá.

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Vou dar-vos uma dica, por menos conseguem um PC que corre os jogos com melhor definição e os exclusivos da Microsoft funcionam lá. Portabilidade é o futuro.

Falando em portabilidade e para terminar, a Nintendo e a que considero ser a melhor plataforma da actualidade, a Switch. Melhor porque para mim, na minha vida actual uma consola versátil é preferível a gráficos realistas. Enquanto passo dias sem sequer ligar o meu PC ou Xbox, a minha Switch é utilizada em todos, nem que por 5 minutos de cada vez. O facto de poder jogar em todo o lado a qualquer altura é o seu ponto forte. Não, não a levo para o café para me armar em estiloso, mas posso jogar em qualquer local da minha casa inclusive no WC, e se for fazer uma viagem posso levar todos os meus jogos sem cabos e porcarias.

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A Nintendo tem uns trunfos muito fortes no futuro, além de novos jogos de Kirby e Yoshi foi o anúncio de Metroid Prime 4, sem data de lançamento, que levou os fãs à loucura. A apresentação de um segundo Metroid para a 3DS semelhante ao que fizeram com o lançamento do Prime original e Fusion foi a cereja no topo do bolo. Além desse Super Mario Odyssey com uma nova jogabilidade providenciada por um chapéu especial será sem dúvida um título obrigatório como a Nintendo tem vindo a fazer um hábito quase mensal desde o lançamento da sua nova consola.

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Mas nem tudo foi bom, tirando Metroid não nos foi mostrado nada de realmente novo, apenas updates de jogos já anunciados no passado, e na minha opinião um segundo jogo Metroid na 3DS é um erro. Percebo que seja ainda uma plataforma muito rentável que não queiram abandonar mas Samus Returns era perfeito na Switch… Isso e a falta de apoio de jogos third party ainda podem ter as suas repercussões negativas, a Nintendo tem grandes exclusivos mas nem só de pão e exclusivos vive um homem.

Perfeito aparenta ser o que darei o prémio de Jogo da E3. Parceria Ubisoft Nintendo com o delicioso Mario+Rabbids: Kingdom Battle. Todos sabíamos que estavam a trabalhar em conjunto mas ninguém estava à espera disto:

Uma mistura de XCom, com os personagens da maior franquia da Nintendo num ambiente ridiculamente divertido que os Rabbids já nos acostumaram é a maior receita de sucesso da feira.

Um “pequeno” à parte já que foi anunciado à parte da feira mas digno de relevância XCom2: The war of the chosen, a expansão do brilhante XCom2 que é tão extensa e complexa que esteve perto de ser o terceiro jogo da série. Vestir a pele de Commander outra vez vai ser muito mais interessante.