Caçada semanal #113

A Humanidade evoluiu muito. Por vezes até parece que não, mas desde o tempo em que nos andávamos a defrontar de forma bárbara com pensamento exclusivamente tribais, fruto dos nossos pensamentos primordiais animalescos, quase tudo mudou.

Ou então não.

Uma palavra de saudade a um dos mais geniais comediantes que partiram cedo demais: Phil Hartman.

Os 3 jogos indie desta caçada são quase uma evolução das várias etapas por onde a Humanidade já passou. Das cavernas, até ao sistema honrado ainda que sangrento da cultura samurai, e terminando numa surreal viagem de elevador, daqueles que podemos encontrar em qualquer prédio de escritórios.

Caveman Warriors

Se existisse um género que sumariasse a minha infância enquanto jogador, seriam decerto os jogos de plataforma. O modo como o grande desbravador do género (e em extremo de todo o mercado moderno de videojogos) Super Mario Bros. influenciou tantos jogos que lhe seguiram, sendo um verdadeiro marco em gerações inteiras de gam devs que têm o famoso jogo de Miyamoto impresso na sua estrutura genética.

Caveman Warriors vem nessa linha de influência, trazendo quatro personagens num divertido puzzle platformer, cada um com habilidades específicas que têm de ser usadas para ultrapassar todos os obstáculos interpostos no level design.

É claro que a grande influência é mesmo em The Lost Vikings, o saudoso jogo da Blizzard que quase serviu como definidor de um subgénero. Caveman Warriors é assim uma agradável surpresa que permite modo cooperativo de até 4 jogadores, com uma direcção artística cartoonizada e que se enquadra na perfeição com a linguagem soft de todo o jogo.

Samurai Riot

Algures no avançar do mercado de videojogos, os side scrolling cooperativos ficaram enterrados e esquecidos. É possível que o genial Castle Crashers tenha sido o relembrar desses momentos divertidos e das incontáveis tardes que passámos com amigos e família a lutar nível após nível na procura de terminar jogos deste género.

Samurai Riot é o fruto de gente que vive Double Dragon e os demais jogos do género como ninguém. Mas infelizmente, e apesar deste jogo do estúdio Wako Factory ter óptimas ideias acaba por ter uma excessiva repetição que todos os clássicos sempre disfarçaram com cenários e inimigos.

Ainda assim, a decisão de colocar ramificações narrativas e finais diferentes num jogo deste género é algo muito bem recebido, e aproveitando a oportunidade que Castle Crashers trouxe de colocar dois jogadores a passarem da cooperação para a competição, Samurai Riot permite-nos que lutemos com os nossos companheiros se ambos quisermos seguir opções de história diferente.

Floor Plan: Hands-On Edition

A nossa relação com elevadores pode ir do mais banal possível até ao medo petrificante. Ou então, se estivermos num videoclip do Psy, basta-nos esperarmos pelas aleatoriedades que um elevador pode trazer.

Foi a pensar nisso que Floor Plan: Hands-On Edition foi desenvolvido pela equipa do estúdio Turbo Button, um jogo de VR no qual estamos presos dentro do cubículo do elevador, mas sempre que paramos num piso existe um mundo estranho, surrealista, e com deliciosos puzzles para resolver antes de prosseguirmos viagem.

Se alguma vez pensaram como é que uma aventura-gráfica poderia ser adaptada ao VR, Floor Plan: Hands-On Edition responde-vos a essa pergunta.