Astro A10 em RGB

Cortesia da Fraggerzstuff, chegaram-nos para análise uns Astro A10. O headset, com o preço a rondar os 60€ a revelar-se bastante acessível para a qualidade que a Astro normalmente emprega nos seus equipamentos, tem um design bastante sóbrio e compacto, em contraste com os multicoloridos com cores e luzes vibrantes que vão ganhando algum mercado ultimamente. Ora ver uma marca como a Astro – inegavelmente entre as melhores no que a equipamento de áudio para gaming diz respeito – a lançar um produto dentro de uma gama de preços considerada acessível deixa-me instantaneamente curioso.

Pretos, com um pequeno apontamento de cor a referenciar o modelo, a construção destes A10 é, sobretudo, robusta. É um headset para gaming preparado para aguentar choques e quedas, agarrando-se com unhas e dentes à cabeça do jogador e não se deixando intimidar por arremessos para a mesa no fim de uma sessão de jogo. E uma breve pesquisa na internet revela inúmeros testes de absurda torção para revelar a inusitada resistência do arco que sustenta o headset e do equipamento em geral. Uma das características que mais sobressai neste headset ao fim de umas horas de utilização: não gingam. O peso da construção do equipamento, e o centro de gravidade baixo fazem com que eles se prendam de forma bastante segura. Acomodam-se à cabeça do utilizador – talvez com força demais, num momento inicial – e ali ficam, resistindo a movimentos mais bruscos.

Come on let’s Twist again… Primeiro, a dor. O choque. O drama ao ver imagens como este na internet. Depois, com cuidado, fazer o mesmo com o equipamento que nos chegou e ver que aquilo aguenta mesmo estas doses de porrada.

Simplista, o headset tem um cabo de 2 metros com controlo de volume na zona da lapela. O cabo tem bom isolamento e, uma vez que tem ligações em ambas as extremidades, permite a sua substituição facilmente, caso se danifique. Inclui um split opcional, para permitir a utilização do microfone a par dos headphones.

A qualidade de som está dentro daquilo que se espera de uns Astro. Sem deslumbrar, para quem possa estar habituado a headsets de gama superior, mas com um som definido e com muito, muito corpo. Os graves fazem-se sentir mais que o normal, o que, numa primeira análise, se estranha um pouco, mas o som mantém-se bem definido, envolvente, com o isolamento sonoro a bloquear grande parte dos ruídos exteriores o que confere um maior grau de imersão em determinados jogos. Para um headset desta gama de preços, estará, sem dúvida, entre aquilo que de melhor experimentámos. Pessoalmente, gostaria dos graves um bocadinho atenuados, mas vai sendo uma tendência habitual e a verdade é que grande parte dos jogos que jogo beneficiam desse corpo extra.

Agradável surpresa é o microfone. Como jogador em equipa, é das coisas que torna os headsets mais notórios para aqueles que jogam comigo e que têm que me ouvir nos inúmeros servidores de Discord e TeamSpeak onde vou passando parte das minhas noites. A recepção instantânea não foi fabulosa, mas após uns simples ajustes nas definições de gravação do Windows, posso, sem exageros, dizer que este microfone está entre os melhores que alguma vez testei ou utilizei. Sensível, a forçar os tais ajustes para minimizar os boosts com que tinha que brindar outros equipamentos, e sem entrar em muitos espectros de sons, ignorando alguns mais graves, captura a voz e os sons com clareza e nitidez sem distorcer nos momentos mais emotivos. Razão pela qual se tem tornado o meu headset de eleição para realizar sessões de stream, uma vez que a minha voz se ouve claramente acima dos sons do jogo e da voz dos meus companheiros de equipa. Interessante também é o flip-on-flip-off do microfone, com este a dar mute automaticamente quando se desloca o microfone para cima. Um conjunto de inesperadas surpresas num headset que, como disse, pelo preço, justifica muito bem cada euro pago pelo equipamento. Principalmente se o interesse for utilizá-lo em várias plataformas, uma vez que o mesmo é compatível com PC, PS4 e Xbox.