Preparar uma sessão de um sistema de RPG de mesa é algo que se vai tornando mais fácil com o tempo. O choque inicial das regras e mecânicas vai desvanecendo há medida que o nosso à-vontade vai crescendo, e rapidamente damos por nós a tratar de todas as preparações sem problemas, ou simplesmente a construir uma forte zona de conforto no domínio do improviso. Contudo, há coisas que nunca mudam, e uma vez que a “pressão” de criar algo marcante para todos os participantes está sempre presente, é inevitável que alguns hábitos entrem na nossa vida.

Perante esta realidade e a vontade de querer ver este objectivo sempre cumprido da melhor maneira impossível, damos por nós a necessitar de novas e melhores maneiras de levar os nossos jogos a um outro nível. Por mais vasta que seja a capacidade criativa de cada um, é perfeitamente natural que se procurem novas ideias, seja em que lugar for.

Formas de entretenimento normais como filmes, videojogos, séries, livros e música são os suspeitos do costume no que toca a pesquisa de novo conteúdo, mas com o tempo deixa de ser suficiente. Rapidamente damos por nós a olhar em volta, para o nosso quotidiano, para as nossas conversações com amigos e familiares, e algo na nossa mente acaba por dizer “isto seria uma excelente adição àquilo que se está a passar no jogo”.

Uma das formas de tornar a experiência de jogo mais realidade é introduzindo no mesmo a própria realidade, e é vivendo-a que isso se consegue. A mais simples palavra, o mais simples gesto, sotaque ou tique nervoso são mais que suficientes para que, no mínimo, se crie uma nova personagem com os quais os jogadores poderão interagir.

A realidade pode ser muitas coisas, nem todas elas boas, o que por sua vez faz com que nos aventuremos nos vários mundos que RPGs de mesa nos presenteiam. Mas, apesar de tudo, não deixa de ser uma fonte inesgotável de ideias que podem sempre fazer toda a diferença.