Apesar de ter um jogo para antevisão pendente há umas semanas e ter que ir recolher alguns que estão na nossa lista de trabalhos pendentes para analisar decidi começar um texto diferente, algo mais leve, mais divertido talvez… No fundo, em vez de trabalhar apetece-me escrever parvoíces que é algo que já não faço há muito tempo. Por isso, depois de criticar várias coisas incluindo péssimas adaptações de videojogos para filmes, filmes para videojogos e coisas que deviam ser jogos que ainda não são, vou dar ideias para mais coisas que deviam ser jogos.

Infelizmente não trabalho na produção de videojogos, apesar de trabalhar em gestão de projectos, desenho de produtos e outras coisas relativas a novas tecnologias, o meu trabalho está focado em softwares de utilização nos ramos dos serviços financeiros e não de videojogos o que não quer dizer que não tenha o que considero serem grandes ideias para videojogos.

Eu sei que ninguém pediu mas vou oferecer estes três conceitos de jogos de forma gratuita a quem os quiser utilizar. Em troca peço apenas uma cópia quando estiver feito e talvez o meu nome nos créditos. Portanto não são totalmente gratuitos mas o preço é mínimo.

Os nomes são apenas sugestivos.

Seditionis

Imaginem, um escravo que se torna gladiador, um gladiador que se torna líder de uma rebelião… Sim é a história de Spartacus que funciona como inspiração para o meu jogo de estratégia por turnos ao estilo de XCOM . Não seria um Spartacus propriamente dito, mas apenas usando algumas das suas façanhas e lendas como mote.

No início da história o jogador funcionava como o Commander dos jogos XCOM a quem vamos chamar aqui “Doctore” e estaria encarregue de toda a estratégia dentro e fora do campo de batalha, assim como a evolução dos personagens e os seus equipamentos. No overworld as jogabilidade seria mais à semelhança do sistema de guerrilha de XCOM 2, dependendo de movimentações constantes pelo mapa e gestão de recursos (armas e missões apenas, sem preocupações alimentares) que avançam o enredo ao longo de várias missões obrigatórias e algumas aleatórias para level up.

Os combates também seriam semelhantes aos de XCOM mas utilizando como fundamento as armas e técnicas de combate antigas dando um grande leque de escolha ao jogador de modo a que tire mais proveito dos personagens, alguns seriam especializados no confronto corpo a corpo enquanto outros seriam mais aptos para combate à distância, até certas podiam ter habilidades especiais como lanças terem capacidade de piercing e redes poderem prender temporariamente os adversários, isto tudo em vez de dar tanto ênfase ao sistema de cover.

Ao contrário de Spartacus, e não “Se parta Cús” que é uma produção cinematográfica de conteúdo adulto feita no Brasil, a história acabaria bem, com os membros sobreviventes da rebelião (porque o jogo teria permadeath obviamente) a escaparem para uma terra longínqua em que fariam a sua vida em paz e não terminaria com eles todos crucificados pela Via Appia para servirem de exemplo a outros escravos que queiram ter ideias inovadoras.

I Thought you’d be Taller

Jogaram Punch Club? Boa!

Se não jogaram, deviam ter jogado e podem não só ler sobre o porquê mas ter uma ideia do jogo, porque a minha criação seria com o mesmo estilo visual e mecânico mas ao invés da aventura de um lutador cheio de referências pop dos anos 1980 e 1990 teríamos um Cooler, que vai de cidade em cidade trabalhando em bares de má reputação até os tornar seguros e partir para outra aventura. E o seu nome seria Dalton.

Ou outro qualquer. Esta aventura obviamente inspirada em Road House, um dos melhores filmes de sempre da história do cinema, seria uma mistura de point and click e seja lá o que for que Punch Club é no que diz respeito a género. Como Dalton, teríamos que treinar, fazer actividades, dormir, e trabalhar enquanto se dava uma limpeza geral em cada bar e cidade que na qual estaríamos naquele momento, avançando por acontecimentos aleatórios e também uma história que nos guiava de cidade em cidade para desvendar uma rede de contrabando e outros crimes a nível estatal.

Se a cronologia é anterior ou posterior a Road House é relativo porque Road House é fantástico em qualquer altura.

Parte do jogo iria ser feito tanto nos combates de rua/bar como em diálogos no quais, obviamente seria incluída de vez em quando a achega a estatura de Dalton, que pela reputação toda a gente julgava que fosse mais alto.

The Continental

Este seria algo que apenas um grande estúdio teria capacidade de criar, porque a ideia é um Red Dead Redemption no mundo de John Wick. Red Dead Redemption e não GTA porque o pessoal de John Wick não anda a matar pessoas aleatoriamente com violência gratuita, são calmos, metódicos que matam pessoas especificamente com violência paga. Imaginem uma cidade com o nível de produção e pormenor de Red Dead II, o nosso personagem (não John Wick, porque só Keanu Reeves pode fazê-lo) numa aventura épica de assassinatos de alto nível e perseguições alucinantes.

Todo o jogo seria feito no passo lento e calmo característico do mais recente western da Rockstar tal como os filmes de acção que servem de inspiração para ele, a única excepção seria nas cenas de tiroteio e luta que seriam muito mais excitantes e semelhantes a God of War. Além do jogo single-player teríamos a opção multiplayer que seria o maior ponto de venda de jogo, usando um personagem criado de raiz, usando o titular Continental como hub, seríamos um assassino rookie, respeitando as regras do universo dos filmes teríamos que ganhar reputação num ambiente PvPvE em que se cumpriria contratos mas poderíamos também criar alianças com outros jogadores, ser alvo de assassinatos ou caçar outros jogadores com a cabeça a prémio… as hipóteses seriam imensas, num extremo até poderíamos abrir um negócio de apoio a outros assassinos em vez de trabalhar no efectivo.

Admito que talvez seja mais próximo da ideia que tenho dos Hitman do que Red Dead Redemption, mas como só joguei o Hitman original não faço ideia de como está a série neste momento. Red Dead Redemption é a minha referência para um open world de qualidade superior que este conceito merece. Assassin’s Creed não funcionaria porque os personagens não são sobre humanos que fazem saltos gigantescos e sobrevivem, são humanos altamente treinados para atingir o pico da capacidade, mas sem nunca passar os limites da física. Ok… talvez um bocadinho para efeitos de espectáculo, mas sem grandes exageros. Daí considerar Red Dead Redemption com o seu hiper realismo uma hipótese melhor de base.

Podem ser só criações da minha cabeça, mas são jogos que comprava assim que fossem anunciados.

Estando isto feito, já posso ir trabalhar a sério.