Sim, eu sou esse tipo de pessoa

My Hero Academia (Boku no Hero Academia) é um dos meus animes/mangas favoritos de todos os tempos: tenho uma aplicação extremamente útil que me avisa sempre que um capítulo novo é lançado, e rapidamente me sento a ler as aventuras de Deku, All Might e amigos depois vejo a adaptação em anime brilhantemente animada na televisão).

Isto passa-se numa sociedade onde a grande maioria das pessoas desenvolveu uma Quirk, uma espécie de mutação aleatória que mune o indivíduo de um poder que pode ser tão útil como suar nitroglicerina, ser feio, ter superforça ou transformar a gordura do corpo em qualquer objecto, (sim, daria jeito na altura dos jantares de Natal).

Naturalmente esse tipo de mudança abalou a sociedade, porque se os seres humanos já conseguem ser péssimos sem poderes, imaginem quando conseguem fazer explodir coisas com a palma das mãos, ou atravessar paredes e cofres.

O estado, provavelmente olhando para X-Men, Avengers e Justice League, apercebeu-se que tal como os CTTs, privatizar este sector não costuma correr bem, então criou uma nova categoria de funcionário público: o Herói (que pelo que vi no anime não tem congelamento de carreira, portanto já passou os professores e enfermeiros à frente).

My Hero One’s Justice segue à letra a história principal, olhando para os dois lados da moeda, (uma storyline com os vilões e outra com os bons da fita) mas quando digo à letra digo literalmente à letra (um dos pontos simultaneamente positivos e negativos do jogo), os quadradinhos dos livros estão genialmente incorporados e pseudo-animados nas várias cut scenes do modo história, mas se este jogo for jogado por fãs… não há rigorosamente nada de novo, nem uma pequena e mini side-story de uma personagem terciária.

Quanto aos visuais, estão soberbos, o aspecto gráfico faz jus à qualidade da série de animação, com os próprios balões de som a estarem espectacularmente incorporados no gameplay. A banda sonora é a mesma do anime e conseguiram trazer os atores de voz originais para sentirmos mesmo que estamos no mundo de My Hero Academia.


Para o ponto da história que o jogo retrata, o leque de personagens jogáveis é bastante satisfatório estando cada uma extremamente bem adaptada, com a sua Quirk a dar um sentimento de individualidade a cada um, e moldando a maneira de jogar de acordo com a personagem escolhida, personagens com Quirks de velocidade gostam de estar frente a frente com os adversários, enquanto que personagens com Quirks que permitam o lançamento de projécteis adoram estar do lado oposto da arena.

Agora a jogabilidade em si… porque já aguentaram ler isto tudo e ainda nem sequer expliquei que tipo de jogo é.

My One’s Justice é mais um jogo de lutas em 3D, que considero aceitável, sem grande espaço para estrelas. Cada personagem apesar de ter um skillset único devido à Quirk, acaba a encaixar no template de : Ataques normais, Contra Ataques, Ataques de Agarrar, Ataques impossíveis de bloquear e poderes da Quirk, com o típico ataque especial, ataque super especial e ataque ultra especial, (quando gastarem o termo mega e hiper especial nunca mais se podem aumentar os skillsets deste tipo de jogos).

Apesar de eu ter passado o modo normal da história com alguma facilidade, como esperado levei na boca “forte e feio” no modo online, mas o sentimento que ficou foi que, se procuram um fighter para jogar competitivamente online, existem opções com mais profundidade no mercado. Apesar disso, é um jogo ideal para jogar com os amigos, quer sejam fãs da série ou não, devido a toda a facilidade com que se fazem as coisas mais espectaculares, e, volto a repetir, os visuais e música estão bastante bem conseguidos.

Pelo preço de lançamento aconselho apenas a fãs da série, mas será uma boa aposta para os descontos.