Todos gostamos de crossovers, certo? Sejam os Power Rangers com as Tartarugas Ninja, Scooby-Doo com o Batman (e John Cena), e mais recente, todo o Infinity War e as várias séries da Marvel com assinatura da Netflix. Agora há um outro, vindo dos lados do oriente e que pretende elevar a escala para os conhecedores e apreciadores de manga e anime. O seu nome? Jump Force.

Os vários trailers de apresentação referem um evento que permitiu a união dos vários universos, possibilitando assim que nós, os jogadores que estão mortinhos para ver quem ganha num combate entre Goku e Naruto (quase à imagem de Batman VS Super-Homem), levemos a cabo uma série de combates mirabolantes. Tudo à imagem do que seria de esperar num evento desta natureza.

Para cimentar isto, surgiu o open-beta, que permitiu não só testar a qualidade dos servidores, mas também deixar os fãs experienciar aquilo que o jogo prometia na primeira pessoa, o que faz toda a diferença. Pessoalmente, a maior duvida que me ficou ao ver os vários vídeos de gameplay residia na liberdade de movimento pela arena de combate. O que primeiro me parecia uma distracção, mostrou-se uma necessidade depois de experimentar o jogo. Ficou mais que claro que um estilo de combate 2D como Mortal Kombat ou Injustice não faria qualquer sentido para Jump Force.

Quanto ao combate em si, o mesmo assenta num 3×3 com uma única barra de vida para toda a equipa. É possível trocar de membros, ou para uma rápida assistência, ou para expandir as nossas combos ao mesmo tempo que assumimos o controlo desse lutador que acabou de entrar.

O combate é frenético e fluído, com um mapeamento de controlos simples que permite usar movimentos especiais de forma rápida e eficaz.

Claro está que nem tudo pode ser bom. Há problemas a apontar, se é que se podem chamar problemas. Como estamos a falar de personagens de vários animes e mangas e como cada um tem uma série de movimentos característicos, pode ser um pouco problemático optar por um ou mais lutadores que não conhecemos de lado nenhum. É claro que aprendemos o uso dos seus ataques com a experiência, bem como as restantes mecânicas (esquivas, bloquear, contra-atacar, etc.), mas as primeiras impressões têm que se lhe diga.

Uma outra questão a apontar prende-se com a confusão que se observa quando se trocam raios de energia e explosões que enchem grande parte do ecrã: “onde raio é que eu estou?!”. Por vezes perdemo-nos de vista por instantes, mas aqui também me atrevo a dizer que se resolve a questão com o hábito… A não ser que queiramos fazer disso um prazer exclusivo para o nosso oponente.

Fazendo bem as contas, e atendendo ao que o open-beta permitiu ver, Jump Force tem potencial. Cumpre o que promete, faltando apenas ver onde e como é que o resto do jogo encaixa. Iremos ter uma narrativa coesa e apelativa, ou será só um jogo para travar batalhas épicas e improváveis com os nossos amigos?