A campanha publicitária da nova aventura de Shepard está a passar das marcas, no bom sentido. Não há um dia que não saia uma nova notícia, um novo vídeo, um novo evento e alguns deles tentam ir onde os jogos nunca foram antes, como ao espaço, por exemplo. Durante a última semana foram lançados vários balões atmosféricos com cópias de Mass Effect 3. Estes balões sobem até à estratosfera, podendo atingir altitudes de 40 km e considerar-se que chegaram ao espaço, para depois descerem lentamente até ao solo. Estes balões não transportavam apenas cópias do jogo mas também emissores GPS, o que permitiu aos fãs seguirem os balões em tempo real na página da Bioware e desta forma lançarem-se numa caça à cópia. O apelo foi seguido por fãs em todos os locais onde as cópias foram lançadas, incluindo o site IGN que conseguiu ser o primeiro a chegar ao primeiro balão. O problema foi que o balão ficou pendurado numa árvore impossível de alcançar.

To infinity and... para cima de uma árvore.

 

 

Esta iniciativa junta-se a outra que uns dias antes apareceu na web onde um comunicado, supostamente colocado pela Bioware, pedia a todos os fãs ingleses para assinarem uma petição que obrigue o governo a revelar toda a informação que tem sobre a existência de alienígenas e ovnis. Ainda está por provar a participação oficial da empresa nesta acção de campanha mas a mesma já arrisca em terrenos legais mais pantanosos. Assim como a acção dos balões, com as equipas da Bioware a terem que desaparecer quando chegava a polícia, como se pode ler na página de Facebook do jogo.

Dentro de todos os limites legais mas provavelmente a ultrapassar alguns limites financeiros estão os vários trailers cinemáticos feitos apenas para a campanha de Marketing, onde se inclui um trailer em imagem real com uma produção milionária.

 

Quanto é que está a companhia a arriscar nesta campanha? Com os custos de produção cada vez mais caros, com actores cada vez mais importantes a darem voz aos jogos, com equipas cada vez maiores envolvidas na criação e agora com campanhas de Marketing cada vez mais arriscadas e dispendiosas, será ainda possível aos jogos terem lucro no final do processo? Ou estarão as produtoras a criar uma bolha?

A última campanha de Modern Warfare 3 já estava a passar recordes. O jogo teve honras de estreias de jogabilidade no Late Night with Jimmy Fallon, festas de lançamento VIP por todo o globo e um mega-evento de lançamento de 2 dias em Los Angeles. Estiveram associados ao lançamento, com promoções, marcas como a Jeep, a Mountain Dew da Pepsi, a Doritos, entre outros e também Call of Duty teve honras de trailer em imagem real com actores famosos incluindo Jonah Hill e Sam Worthington.

Com a campanha publicitária da PS VITA para o Ocidente estimada em 50 milhões de dólares e com 2012 com uma quantidade absurda de  títulos Triple-A para lançamento, veremos se a indústria aguenta estas campanhas milionárias ou se estão a dar um tiro no próprio pé.

Talvez seja por isso que a aposta nos DLC’s seja cada vez maior. O DLC de dia 1 para Mass Effect foi furiosamente criticado pelos fãs, uma vez que estes sentem que estão a comprar um produto que já devia constar da cópia original do jogo, mas o comentador Paul Tassi apontou neste artigo na Forbes, e bem, a culpa como sendo de todos nós, porque enquanto continuarmos a comprar DLC’s como este, seria uma estupidez a marca não os colocar à venda quando precisam de dinheiro como de pão para a boca.

As marcas precisam cada vez mais de fazer dinheiro com os jogos para cobrir os elevados custos de produção, e o marketing é cada vez mais uma aposta muito arriscada de tentar que esse retorno se concretize. Por enquanto, a aposta tem sido ganha. No futuro, veremos. Mas enquanto existirem fãs como este, mesmo a criticarem mas que vão sempre acabar por comprar os produtos, a balança parece equilibrada para o lado das produtoras: