Querem revolucionar as audiências televisivas? Então metam uma cambada de gente com um parafuso a menos dentro de uma arena, com as armas e munições à sua disposição. Roma tinha o seu coliseu, a Sony Online Entertainment tem Bullet Run, a mais recente adição ao universo dos Shooters Free-to-Play pelas mãos da ACONY Games. Felizmente não vai ser transmitido na TV e seremos nós os responsáveis pelos níveis de audiências de um futuro próximo. Não há cá fome nem arco e flechas, só mesmo metralhadores e bazoocas, cabelos em pé, pinturas cor-de-rosa e tatuagens de gatos nas nádegas.

Bom, a parte da tatuagem era mesmo só uma vã esperança minha. Mas no universo de Bullet Run, para além do número de mortes que conseguimos, também o nosso estilo pessoal e atitude contam para o nosso grau de fama. O jogo usa a mecânica da costumização como parte integrante do modo como os jogadores progridem no ranking do concurso. Deste modo, a roupa, modificações que usamos e aspecto das armas, o modo como decidimos humilhar os nossos oponentes e as skills que desbloqueamos e usamos, permitirão aos jogadores ganhar destaque durante os combates. Quanto mais Heat os participantes tiverem, maior a quantidade de fãs e quanto mais apoiantes tiverem maior o nível de fama. A fama pode ser levelada através deste sistema e a progressão da personagem permitirá desbloquear novas opções e conteúdos. O jogo parece pegar em diversos aspectos bem sucedidos nos shooters e aplica-los ao um mundo de arenas até à morte num universo de progressão persistente, como o caso do Active Reload que permite recarregar a arma em menos tempo possível.

Os pesos pesados do FPS

 

O jogo promete um sistema de seis arenas com um máximo de 20 jogadores e diversos modos de jogo. Morrer significa renascer em outro corpo durante a sessão de combate, tornando a morte apenas um pequeno obstáculo a caminho da glória. Bullet Run parece pegar na fórmula do FPS Free-to-Play e dar-lhe uma contexto narrativo que se casa muito bem com o tipo de experiência multijogador do shooter, que apesar de estar connosco desde os tempos do Unreal Tournament ou Quake Arena, continua a satisfazer o prazer imediato de rebentar com alguém por puro divertimento e humilhação.

O universo do FPS online está em grande crescimento e é certo que o modelo Free-to-Play não é nada de novo, mas a abordagem da ACONY pode muito bem trazer uma dinâmica diferente em termos de progressão de abraçar sem medo a ideia da exposição e fama que muitos jogadores procuram quando investem no shooter. Ter um Highscore, Killstreak ou visual apelativo é sinónimo de bragging rights, e estes são uma das fundações motivacionais do videojogo como objecto de entretenimento. Ter uma audiência a admirar os nossos feitos é o sonho de qualquer jogador, vide Youtube.

O concurso irá começar já este verão, e um mundo de costumização, mortes espectaculares e humilhação espera-nos, complementado por micro-transacções que permitem adquirir conteúdos extra. Para nosso deleite teremos também comentadores a acompanhar toda a acção nas arenas, por forma a enaltecer os nossos feitos e gozar com os nossos falhanços.

Começem a treinar esses T-bags.