Durante 20 dias o Rubber Chicken antecipa alguns dos jogos que vão marcar um ano que promete ser um dos melhores de sempre. Todos eles foram anunciados para 2013 e em princípio fazem parte desta geração de consolas contando com a Wii U, PC e outros dispositivos. O nosso critério de ordem foi apenas a ordem alfabética.

 

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Num universo paralelo em que a corrida espacial nunca terminou, um bug informático enganou-se ligeiramente na quantidade de sono criogénico que a tripulação de uma nave necessitava. Pequeníssimo. Isto é, adormeceram em 1988 para serem acordados no ano 281 474 976 712 644. Ao que parece, por esta altura, o Universo já está fora de moda com as galáxias a morrerem de tédio e solidão. O computador responsável por este embrulho é  uma potente máquina de 16 bit que rivaliza com qualquer Megadrive ou Amiga 500 e podem consultar as deliciosas especificações neste site.

Tudo isto faz parte do novo jogo de Markus “Minecraft” Persson, o que por si já é suficiente para o tornar um dos mais antecipados do ano e uma forma de saber se o criador independente consegue criar uma nova aposta milionária. O DCPU-16 vai ser uma das estrelas do jogo porque está anunciado como um computador no qual podemos não só interagir mas também programar, numa reviravolta do conceito sandbox agora dentro de um ou mais ecrãs. Está também prometido um universo aberto, com uma economia própria, combates estelares e visitas a planetas, tudo com uma roupagem que mistura a pixel art com o 3D na primeira pessoa.

 

Aliens: Colonial Marines

A Gearbox tem sido responsável por muito trabalho de fundo em alguns dos maiores títulos da história dos FPS, incluindo Half-Life, Counter-Strike ou Halo mas maioritariamente com trabalho tecnológico e adaptações para outros sistemas. Se é verdade que as séries próprias de Brothers in Arms nunca conseguiram ombrear com a concorrência e que Duke Nukem Forever foi um desastre, foi no entanto com Borderlands e Borderlands 2 que a produtora se assumiu como uma potência ao nível criativo e capaz de reinventar um género.

O que se espera é que parte da confiança ganha com os últimos prémios e vendas das histórias de Claptrap contamine o novo jogo da saga de Aliens que é considerado pela 20th Century Fox como fazendo parte do cânone do franchise, o que lhe confere autenticidade e esperança que não seja apenas um mau aproveitamento da licença. Foram chamados argumentistas da série Battlestar Galactica para desenvolverem a história de um grupo de Marines enviado para resgatar Ellen Ripley e a sua suposta tripulação a seguir aos eventos do terceiro filme da saga.

O mais antecipado neste FPS é a prometida inteligência artificial dos Aliens que lhes permitirá colaborar e atacar em grupo de forma coordenada e furtiva e aproveitando o ambiente e o cenário como vantagens. O nosso único receio é quanta liberdade criativa a Gearbox terá numa propriedade tão importante, mas com mais de quatro anos de desenvolvimento e a liberdade concedida para criar novas espécies de Aliens tudo indica que vamos ter um jogo que não só respeita a série mas também os jogadores.

 

Amnesia: A Machine for Pigs

Amnesia: The Dark Descent foi uma das experiências mais assustadoras de 2010 embora muitos só o tenham conhecido nos dois anos seguintes. Dos criadores independentes da série Penumbra, Amnesia tornou-se um fenómeno de culto na cena indie pelo seu terror de sobrevivência na primeira pessoa que nos deixava os nervos em franja. Começando por ser um jogo que era adquirido na página da produtora foi com a entrada no Steam que o jogo cresceu em popularidade, figurando muitas vezes nas listas dos mais vendidos.

A Machine for Pigs é uma sequela, embora não seja uma sequência do anterior, que devido ao sucesso do primeiro jogo conta desta vez com um orçamento de produção muito mais elevando e tornando enevoada a barreira sobre o que é e o que não é uma produção indie, um AA ou um Triple-A. Está prometida uma experiência nova relativamente ao título anterior, mantendo as melhores mecânicas mas introduzindo novas formas de interação, ambientes maiores e exteriores para explorar e, principalmente, uma inteligência artificial dos inimigos que não nos permita antecipar os seus movimentos. Ou seja, se mesmo com os problemas e previsibilidade do título original nós já cravávamos as unhas no rato, este promete fazer-nos borrar a cueca.

 

Among the Sleep

A Krillbite é uma produtora independente apostada na criação de experiências únicas no mundo dos videojogos. Isto até poderia soar a discurso institucional repetido mas o primeiro projecto da produtora mostra que esse caminho está mesmo a ser procurado. O jogo convida-nos a habitar na primeira pessoa a mente de uma criança de dois anos e a experimentar o mundo através dos seus olhos.

O jogo mistura o real e o imaginário, o surreal com os medos e a novidade de uns olhos infantis, num ambiente que nos apresenta obstáculos mentais e físicos e que, promete a produtora, potenciam a nossa criatividade na resolução de problemas. O jogo foi desenvolvido com o apoio de fundos públicos Noruegueses e é mais um exemplo da diversidade e originalidade que nos está a chegar dos países nórdicos.

 

Animal Crossing: New Leaf

Quem já jogou Animal Crossing conhece o ambiente surreal das suas narrativas e personagens que só poderia resultar de mentes japonesas. O jogo poderia ser definido como um cruzamento genético entre os Sims, os Animes Japoneses e um jardim zoológico antropomórfico. O certo é que tanto no Oriente como no Ocidente este jogo vicia-nos sem sequer percebermos como e porquê. Com um sistema de horas e calendário em tempo real o jogo é um simulador de vida onde uma mecânica de colecionismo, compra e venda de objectos adapta-se a dezenas de actividades diferentes, que vão da pesca à procura de fósseis. Por mais inocentes e infantis que possam parecer as suas personagens o jogo é basicamente um grinding viciante em qualquer faixa etária e um incentivo irrecusável aos nossos instintos consumistas.

O jogo da 3DS já foi lançado no Japão onde conseguiu umas impressionantes 2 milhões de cópias vendidas em apenas dois meses e chegará este ano às nossas terras. As críticas são positivas realçando o efeito 3D e obviamente as funcionalidades online que já tinham sido implementadas na versão Wii. Seguindo a nova tendência de 2013 (não, não estamos a falar de arco e flecha) desta vez vamos poder nadar.

 

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