Durante 20 dias o Rubber Chicken antecipa alguns dos jogos que vão marcar um ano que promete ser um dos melhores de sempre. Todos eles foram anunciados para 2013 e em princípio fazem parte desta geração de consolas contando com a Wii U, PC e outros dispositivos. O nosso critério de ordem foi apenas a ordem alfabética.

 

Antichamber

O jogo que ganhou o showcase da PAX em 2011 vai finalmente chegar até nós este ano. Antichamber assemelha-se ao que nos aconteceria se jogássemos Portal depois de visitar uma Smart Shop ou durante o Boom Festival. O Machimina chamou-lhe um verdadeiro mind fuck e todos os que já o experimentaram aplaudem a genialidade dos seus puzzles e mecânicas.

O jogo promete brincar constantemente com as leis da física, baralhar-nos as ideias e obrigar-nos ao pensamento lateral mas ser perfeitamente intuitivo ao mesmo tempo. Ao lado disto M.C. Esher é um menino (não, não era um rapper).

 

Apotheon

Da equipa que criou Capsized, que nos trouxe à memória o excelente Abuse dos anos 90, chega-nos em 2013 um jogo de plataformas no qual um dos últimos campeões da humanidade tem de escalar o Monte Olimpo e derrotar os deuses. Não, não tem nada a ver com o jogo de Kratos. Este é bem 2D e com uma deliciosa direcção de arte que parece saída de um vaso grego.

Apotheon mistura elementos de plataformas com elementos de RPG e com o habitual sistema de saque (loot). O combate parece ser fluído e respeitar o DNA de Capsized que tinha nessas mecânicas os seus maiores fortes. No entanto, é o facto de as plataformas serem um grande mundo aberto que nos provoca a curiosidade. Está prometido um mundo de jogo muito grande no qual o objectivo principal é escalar ao topo dos céus. A Alientrap promete ainda multijogador e deathmach, o que num jogo de plataformas 2D nos faz levantar a sobrancelha.

 

Arma 3

Com dois dos seus membros presos por suspeitas de espionagem enquanto visitavam de férias a ilha grega de Lemnos na qual o ambiente do jogo se baseia, a produção de Arma 3 atrasou-se e a sequela está neste momento agendada para 2013. Arma é o Flight Simulator, o Train Simulator e o European Bus Simulator dos FPS. Aqui a importância é atingir o realismo máximo não só ao nível gráfico mas também ao nível da física e da inteligência artificial. Sem lugar para experiências  on-rails, terramotos e prédios a cair constantemente, Arma 3 promete levar mais longe a experiência de combate táctico dos seus antecessores. Há quem diga que este é o lugar dos puristas agora que os Call of Duty e outros se viraram para a facilidade e o mainstream.

Um terreno de combate aberto de 320 km2, baseado em dados geográficos reais, com condução realista de aviões, barcos e muitos outros veículos aproveitam-se de um motor de jogo melhorado ao nível da física. E, como manda a tendência do ano, podemos nadar e mergulhar.

 

Battlefield 4

Comprar Medal of Honor: Warfighter dá-nos acesso exclusivo à beta de Battlefield 4 quando esta começar. Aliás, esta deve ser a única vantagem de comprar Medal of Honor: Warfighter, esse jogo onde os inimigos disparam para o vazio. A série que está a comemorar os seus 10 anos vai obviamente regressar e já faz parte do grupo de títulos que lançam um jogo anualmente.

Em Battlefield 3 a DICE assumiu-se finalmente como verdadeiro concorrente de Call of Duty, e na realidade o único que lhe pode fazer frente, criando uma campanha muito mais cinemática (para alegria de uns e tristeza de outros) mas levando as suas maiores armas ainda mais longe. O forte de Battlefield sempre foi o seu multijogador, com mapas enormes e condução de veículos terrestres e aéreos. Tudo isso estará obviamente de regresso, provavelmente com novidades ao nível do motor Frostbite e com uma campanha envolvida de forte componente narrativa e de acção. Mais um que ano após ano se tornará tão previsível como o seu arqui-inimigo.

battlefield 4

 

Bayonetta 2

As madames histéricas vieram aos gritos condenar o ultraje de a sequela de Bayonetta ser um exclusivo da Wii U. Como diria o outro: é a Economia, estúpido. Tivessem comprado o primeiro jogo. Não se pode querer que Bayonetta regresse apostando em todas as plataformas quando o primeiro foi parar ao caixote dos descontos em três tempos. Existe de certeza aqui algum incentivo financeiro da Nintendo para o regresso da série e ainda bem que alguém o fez.

Novamente nas mãos da produtora Platinum Games que parece ter uma incapacidade para desenvolver um jogo mau, a senhora “Devil May Cry” vai regressar e esperemos com um conjunto de mecânicas de combate em terceira pessoa tão desafiantes e recompensadoras como as do primeiro jogo. Se é certo que quem teve o azar de o experimentar na PS3 jogou uma das piores ports desta geração que não fazia jus à dimensão visual do jogo, quem o fez na Xbox 360 teve nas mãos o prazer de controlar um dos combates mais inventivos e originais desta geração.

O jogo tem tudo para ir mais longe desta vez, com a casa mãe com tempo, dinheiro e liberdade para o reinventar numa plataforma que precisa de novas propriedades como de pão para a boca.

 

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