Durante 20 dias o Rubber Chicken antecipa alguns dos jogos que vão marcar um ano que promete ser um dos melhores de sempre. Todos eles foram anunciados para 2013 e em princípio fazem parte desta geração de consolas contando com a Wii U, PC e outros dispositivos. O nosso critério de ordem foi apenas a ordem alfabética.

 

Castlevania: Lords of Shadow – Mirror of Fate

O jogo da 3DS para o qual precisamos de inspirar com força antes de dizer o nome todo. Quando a Nintendo Ibérica organizou o seu evento pós E3 em Lisboa, tivemos a oportunidade de experimentar a demonstração deste jogo. O pouco que jogámos deu-nos para perceber que este vai ser um dos grandes jogos da portátil para este ano. Com um DNA muito tradicional mas com uma bela execução em 2.5D, este promete ser uma das melhores adaptações do jogo original.

O combate está rápido, a transição entre plataformas utilizando o gancho está bem afinada, o jogo está visualmente deslumbrante, principalmente ao nível da profundidade dos cenários, mas o que mais nos convence são as boss fights, entre as quais estará por certo Gabriel Belmont, o nosso pai, que passa de herói a antagonista. Mas quero acreditar que a história não será assim tão simples.

 

Charlie Murder

Pergunta: Qual é o melhor brawler da Xbox 360? Poucos vão responder The Dishwasher. Mas deviam. O exercício de estilo da Ska Studios tanto no original como na sequela Vampire Smile é uma das melhores experiências de combate em 2D do Live Arcade. Primeiro pela sua personalidade visual, onde elementos que parecem recortes de rascunhos feitos a caneta BIC num caderno da escola se misturam com cenários que parecem pintados a pastel em telas. Depois por todo o sistema de combos frenéticos e mecânicas de combate viciantes a espalharem sangue por todo o lado.

Charlie Murder partilha o mesmo aspecto visual de Dishwasher, portanto por ai já é aposta ganha. O jogo promete misturar elementos de Brawler, com elementos de RPG e elementos de Dungeon Crawler tradicional. O caos do primeiro trailer indica-nos que ou temos uma grande confusão, ou uma grande diversão. Esperemos que seja a segunda opção.

 

Company of Heroes 2

Ahhhh, Estratégia em Tempo Real. Esse género que começamos todos por jogar e que depois se transformou num nicho para pessoas com paciência. Assim como os simuladores, onde até o comboio que passa em Coimbra-B deve ser possível controlar, os RTS subdividiram-se em dezenas de géneros dos mais arcade aos mais realistas. Mas quando se fala em segunda grande guerra, Company of Heroes está desde 2006 a assumir-se como a experiência mais respeitada que por ai anda.

Company of Heroes 2 vai colocar-nos do lado do Exército Vermelho, do lado dos espiões que vieram do frio e onde a Alemanha perdeu a guerra porque… (vocês sabem). O motor refinado do Essence promete ainda mais realismo e uma nova forma de avistar tropas inimigas mais enquadrada com as condições do ambiente: edifícios, condições atmosféricas, barreiras visuais, etc. Esperemos que os problemas financeiros da THQ não provoquem danos no jogo e que Berlim esteja recreada na sua grandeza original. Para podermos deitar tudo abaixo. Outra vez.

 

Cradle

Ainda pouco se sabe sobre este indie, mas se é indie o Rubber Chicken está de olho nele. Com uma equipa vinda de elementos que estiveram envolvidos no desenvolvimento de S.T.A.L.K.E.R., Cradle é um jogo de exploração na primeira pessoa no qual procuramos restabelecer as funções perdidas da nossa companheira, uma mulher mecânica. O que desperta o interesse são alguns dos ambientes inóspitos com estranhas estruturas avançadas mas incompletas e abandonadas e a vontade da produtora em juntar as narrativas arriscadas dos indies com o aspecto visual dos comerciais. O trailer é de um kitsch que mete medo assim como a música new age, mas há ali qualquer coisa. A estar atento.

 

Crysis 3

É com este jogo que se masturbam as placas gráficas dos PC’s. O primeiro da série era considerado o título usado para ver se a nossa era maior que a vossa e este promete não ficar atrás. Crysis 3 vai puxar e esmifrar o CryEngine 3 (o motor do “nosso” Tiago Sousa) com um regresso à selva de exploração livre bem fiel ao título original. Está prometido um enorme detalhe gráfico e um motor de física muito avançado, principalmente ao nível da água. Claro que as consolas, moribundas, devem receber a versão Lite.

Crysis 2 foi criticado por construir uma experiência de progressão mais confinada e linear entre os prédios, daí que a Crytek tenha ouvido os fãs e devolvido a liberdade de movimentos na terceira versão do jogo. Nova Iorque é uma cidade abandonada, deixada à sua sorte, onde a natureza se encarregou de envolver os prédios, romper as ruas e de reflorestar a cidade com uma autêntica floresta tropical. Todos os nossos nano-aumentos vão estar adaptados a este clima inóspito tornando-nos num predador perfeito e incentivando uma abordagem muito mais furtiva e menos inconsequente aos gritos, aos tiros e a babarmo-nos. Finalmente e para ajudar a esta abordagem mais pezinhos de nano-lã, o jogo adopta a tendência de moda 2013, o arco e flecha.