Muitos dizem que os jogos vão ao encontro das necessidades oprimidas pela visão da sociedade sobre o que está certo ou errado. Portanto, quando soube que estava em desenvolvimento um jogo que nos permitia matar todos os frequentadores de instituições que outrora serviam para formar jovens e não para brincar à vida real (motivados por soap operas que não vou enunciar) à lá Columbine, eu não poderia ter ficado mais feliz por finalmente ter oportunidade de relaxar e fazer aquilo que realmente me dá prazer.

Yandere SimulatorEu não vou perder tempo a fazer trabalho de quinto ano (que consiste em ctrl+c && ctrl+v). Se quiserem saber o que Yandere quer dizer, cá está! O que posso falar é das horas de prazer infindável que ele me proporcionou. Lembram-se daquele gajo irritante que nunca se cala nas aulas? E do espertalhão que não nos ajuda a perceber uma matéria? O professor que na revisão de prova se recusou a dar cotação a uma pergunta que estava parcialmente certa? Bem, agora são só memórias, porque os matei. Mais que isso, planeei cada estratégia para o fazer de forma despercebida, livrei-me das provas no incinerador que existe junto ao portão de todas as escolas, junto a todas as armas igualmente acessíveis por qualquer aluno.

No entanto, no dia em que a vida real se aproximar ao que é representado neste polémico formato de mídia, espero ter para mim algo que o nome seja Sane Life Simulator. Toda a polémica à volta de o que está certo ou errado e que valores devem ser motivados em expressões artísticas me dá a volta à barriga. Não acho que seja uma questão de motivação, mas sim de encontrar um equilíbrio. Como encontrar diz respeito ao jogador, à forma que ele o joga ou se o joga de todo. Talvez por se ter convencionado que não é suposto, eu sempre achei bastante rebelde obedecer ao código da estrada em Grand Theft Auto (e às vezes ainda o faço).