Caçada semanal #88
https://www.youtube.com/watch?v=6BSLT92P4vg
Ou era culpa dos VR Troopers, mais uma série ocidentalizada do sucesso de tokusatsu japonês de Metal Hero, ou a imagética da Realidade Virtual “vendida” nos anos 1990 passou-nos uma ideia mística desta futura (até então) tecnologia.
Pode ser de ainda esta semana termos falado de Farpoint e do Controlador de Mira no Observador, ou de continuarem a chover de forma muito pouco virtual o número de jogos para VR que vão chegando ao mercado do Steam.
Esta semana são mais 3, sendo que um até é um repetente de outras andanças.
VRZ Torment

Lançado em Early Access há algum tempo, VRZ Torment comprovou que a desconfiança sobre as versões Alpha nem sempre são justificadas. Raríssimas vezes isto acontece, mas quando acontece é digno de nota. É que depois de meses de desenvolvimento a receber feedback dos investidores/compradores/jogadores, o estúdio StormBringer Studios finalmente lançou o jogo completo, com o input dado ao longo de todo este tempo.
Esmorecido (algo) que está o fulgor com os survival games, VRZ Torment leva-nos para o ambiente habitual dos jogos do género: uma ilha remota onde habitam mortos-vivos e aqueles que estão para morrer, e na qual temos de sobreviver a todo o custo, com o que tivermos à mão.
Uma experiência single player (a contrastar com os baldes de multiplayer survival games que são verdadeiro shovelware) e cujo enredo ficou ao cargo de Mark Rein-Hagen, o criador do meu mundo de RPG favorito, o de Vampire: the Masquerade e o seu World of Darkness.

Ainda que este VRZ Torment não seja, obviamente, uma adaptação desse mundo de que tanto gosto, nem de perto nem de longe, é uma excelente experiência de sobrevivência na primeira pessoa para a Realidade Virtual.
Battlezone

A adaptação do clássico Battlezone para o ambiente VR dos dias de hoje, trazido pelas mãos do pessoal da Rebellion com quem tivemos o prazer de jogar ainda na versão beta, pouco antes do lançamento oficial do PSVR.
Battlezone foi aliás um dos nossos jogos favoritos de lançamento do PSVR como na altura falámos no Observador.
O seu ambiente contido dentro do cockpit do tanque, associado ao visual depurado e tridimensionalmente geométrico, ajudaram a compor aquele que é sem dúvida um dos melhores ambientes de Realidade Virtual até agora desenvolvido.

Para quem não possui PS4/PSVR, Battlezone chegou finalmente ao PC e é um dos jogos de VR obrigatórios.
Symphony of the Machine

Os jogos de exploração/narrativa na primeira pessoa são a pedra basilar dos jogos VR. Symphony of the Machine vai mais ou menos no sentido contrário: criar um ambiente, dar-nos um propósito e por-nos a resolver uma série de puzzles com o intuito de restabelecer o equilíbrio do mundo onde virtualmente habitamos.
O ecossistema e o clima do planeta precisam de ser restabelecidos, e não falo apenas só do nosso, mas também o de Syphony of the Machine, e para isso temos de acompanhar uma figura que nos serve de guia e narrador, enquanto cada puzzle significa mais uma máquina da complexa engrenagem do planeta que é restaurada.

Para o fazermos precisamos de “brincar” com feixes de luz, que acabam por ser o centro de quase todos os puzzles. Deflectir, reflectir, projectar, são uma série de possibilidades que temos com luz e espelhos, e é através deles que o simpático Symphony of the Machine se vai desenvolvendo, como mais uma experiência de puzzle games e VR.













