The Walking Dead… Tal como Lost, os U2, Beyoncé ou os Nirvana, Johnny Depp, Jennifer Lawrence ou Angelina Jolie, os filmes da Marvel Cinematic Universe ou qualquer coisa realizada por Steven Spielberg pós-Jurassic Park são coisas totalmente sobrevalorizadas. Eu até entendo o fascínio inicial da série na 1ª temporada, mas a partir de certo ponto passou a ser uma repetição contínua do mesmo: atitudes e ideias erradas sem consequências ou prácticas demais para que o enredo desenvolva mesmo que para isso tenham que fazer algo completamente fora da personalidade de um personagem ou da história. Muitas vezes, estas obras ou pessoas são valorizadas por glórias passadas tal como a selecção nacional holandesa que é considerada uma candidata a muitos títulos devido a jogadores como Johan Cruyff ou Rudd Gullit, ou todos aqueles novos Eusébios do Benfica que às vezes marcam um golo e depois são vendidos por mais de €30 milhões de euros para um clube europeu onde não jogam e se lesionam conveniente e permanentemente quando são emprestados a outro clube qualquer que luta para não descer de divisão.

Dead Maze utiliza parte do conceito de The Walking Dead onde tentamos sobreviver num ambiente pós-apocalíptico a solo ou acompanhados. Preferencialmente acompanhados porque torna-se difícil muito rápido devido à sua natureza Free to Play e personalidade Pay to Win.

Este MMO de sobrevivência é digno de testar nem que seja só pela sua aproximação visual ser um contraste do seu ambiente e tema. Os gráficos quase de desenhos animados do Canal Panda não são o esperado num jogo em que a sobrevivência está dependente de encontrar recursos em cada canto, destruir zombies e muitas vezes comer algo fora do prazo de validade. Recursos podem ser combinados em elementos com mais capacidades/bónus ajudando-nos a aguentar mais um pouco. Somos obrigados a manter-nos descansados utilizando acampamentos comuns ou fazendo um abrigo/forte particular para esse efeito assim como cuidar da alimentação e hidratação, pois o nosso personagem pode não só morrer de dano físico mas à fome, sede ou exaustão.

Dois dos melhores aspectos deste Dead Maze, que o tornam digno de teste por parte de qualquer jogador são sem dúvida a sua capacidade de juntar vários jogadores desconhecidos ou não num grupo para derrotar hordas de mortos-vivos. Mas ao contrário de um dos últimos episódios de Game of Thrones em que Jon Snow e os seu amigos conseguem manter milhares de wights longe deles, aqui somos bem capazes de morrer todos ao fim de uns minutos se não usarmos bem os nossos instrumentos, sendo esse o segundo melhor aspecto do jogo.

Não temos classes, não há tanques, healers ou rogues, nem equivalentes contemporâneos. Mas os objectos que criamos e usamos têm capacidades interessantes. Guitarras eléctricas ou baterias automóvel dão dano elétrico, um extintor congela o inimigo, uma bíblia dá holy shield, apesar de não serem todos efeitos puramente realistas dão uma componente táctica interessante ao jogo.

Para jogar a solo ou com amigos, é uma boa opção grátis que não requer concentração ou esforço. Daqueles jogos perfeitos para pegar e largar a qualquer momento.