Se já jogaram em máquinas de arcada ou se são como eu e passar grande parte da passagem do milénio a jogar o famoso emulador multifacetado de Arcade Machines, o MAME32, então conhecem com toda a certeza pelo menos um scrolling shooter. Algo que pouca gente sabe é que um dos jogos que mais me marcou é deste género, G-Darius para a PlayStation original.

Mars: Chaos Menace tenta ser uma ode a este género, há muito abandonado pelas grandes empresas. Felizmente para os fãs deste estilo de jogo, tem havido uma enorme abundância de títulos indie nos últimos 2 a 3 anos, e temos muito bom material para escolher. Mars: Chaos Menace não chega a pertencer a esse lote infelizmente. Faz muita coisa bem, mas falha em alguns aspectos que para mim são chave num bom scrolling shooter.

As opiniões dividem-se no que faz deste género uma boa actividade, mas para mim, grafismo, música e “atitude” definem os scrolling shooters. Destes 3 factores, Mars: Chaos Menace apenas se distingue em um, a música. Ao passarmos os níveis de Mars: Chaos Menace não conseguimos evitar ficar hipnotizado pela banda sonora que nos acompanha, sempre a manter o nosso coração no limite, embalados e pronta a criar uma atmosfera de desafio com a aparição de cada boss. Sem dúvida um + neste sector, mas é infelizmente o único ponto positivo dentro deste título.

Não vou atacar a história porque honestamente não importa num jogo destes, mas o ambiente criado em torno dela é horrendo. Lutamos contra dinossauros marcianos usando o nosso robô que mais se parece com uma tentativa falhada de recriar um battle droid da série Star Wars. O aspecto do jogo não me deixa concentrar nas mecânicas do mesmo, e dificulta em muitas secções a leitura do campo de batalha.

Todas as tentativas de abraçar a nostalgia dos velhos scroll shooters é bem vinda, mas Mars: Chaos Menace é apenas mais um pãozinho sem sal no meio de uma fornada jogos desse género que saem todos os meses.