Gosto de Space Shooters, é algo que me encanta desde miúdo. As estrelas e a imensidão do espaço chamam por mim desde que me lembro. Talvez sejam as minhas recordações de Star Wars, Battlestar Galactica, Buck Rogers ou Star Trek que me puxam para o cosmos, talvez não. A que importa é que há algo em mim que vibra sempre que tenho a possibilidade de “entrar” no cockpit de um caça estelar e manobrá-lo por entre inimigos destruindo tudo e todos com a frase “Abandon All Hope” escrita na fuselagem. Tive a oportunidade de estar a jogar Subdivision Infinity DX nos últimos dias, algo para me entreter até ser lançado o Space shooter pelo quando ando mais ansioso no último ano. Talvez até do último ano e meio porque já ansiava por algo assim mesmo antes dele ser anunciado que virá em análise mais tarde.

Subdivision Infinity DX é girinho, tem pontos bons e tem outros onde se nota bem a sua base. Sendo um port de um jogo mobile mostra a sua origem na sua estrutura de 5 missões obrigatórias, mais duas de exploração opcional espalhadas por 5 cenários diferentes num total de 30. As missões de exploração são onde recolhemos objectos e recursos para construir algumas naves, comprar e evoluir armas e equipamentos. As missões seguem uma história que apesar de linear e pouco inovadora é interessante o suficiente para nos fazer avançar. Infelizmente estar lá ou não é igual porque em jogos de naves o importante são as missões e os combates só que estes tornam-se repetitivos rapidamente, mesmo com as pequenas variações de naves e locais. Todas as missões podem resumir-se em vai ao ponto A, destrói tudo e vem embora, às vezes temos que estar parados a recolher informações, e é claro que é muito difícil expandir daqui, mesmo com variáveis como encontrar outros caças, couraçados, satélites com canhões montados, acaba por ser sempre o mesmo.

Fora das missões, podemos evoluir um pouco as nossas naves no hangar, tanto as que construímos como as que compramos e também podemos alterar o layout de armas conforme o nosso gosto, mas as escolhas são muito limitadas. Algumas opções adicionais de customização como alteração de cores ou pequenas mudanças visuais na fuselagem seriam bem vindas, algo para tornar aqueles veículos mais nossos… Mesmo sem isso e com um leque muito limitado de naves para escolher é possível ver diferenças entre todas elas, não só no visual como na performance que são o suficiente para nos fazer jogar para comprar todas, ou pelo menos algumas para avançar nas missões de dificuldade acrescida e do nosso estilo de jogo. 

É no combate espacial que Subdivision Infinity DX se destaca, ao contrário de Manticore: Galaxy on Fire que conta com o seu enredo e voice acting, Subdivision Infinity DX joga todos os seus esforços no espaço e na mobilidade. Os combates são frenéticos, contando com muita ajuda do auto-aim (opcional) a nossa tarefa é conseguir manter os nossos inimigos na nossa visão o máximo de tempo possível, sejam eles rápidos e frágeis ou lentos e bem protegidos. O auto-aim funciona para qualquer arma, desde que o inimigo esteja em grande parte do ecrã só temos que carregar no gatilho e mais cedo ou mais tarde ele rebenta. Algo mais fácil de dizer que fazer porque o maior trunfo aqui é a manobrabilidade da nossa nave, que é boa. Não sendo espectacular é melhor que seria de esperar num jogo port de um jogo mobile. Alterações de direcção constantes em qualquer plano aliados a controlo de velocidade são importantíssimos e bem aplicados pelos developers. É este aliar de um boa manobrabilidade com um sistema simplista de disparos que tornam o jogo aceitável.

Subdivision Infinity DX não é brilhante, é um jogo que se pode passar uns bocadinhos, fazer umas missões, ou fazer de rajada numa tarde. Não é complicado de acabar, e por isso acho que só é recomendável se for em saldos. Não é de evitar, mas não é obrigatório também. Versão testada na Nintendo Switch, disponivel também na Steam Store, PS4 e Xbox One.