Borderlands 3 chega 7 anos depois do seu bem sucedido antecessor. Chega com impacto a um mercado completamente diferente daquele onde a série proliferou. Desde que a Gearbox estabeleceu os parâmetros para um novo nicho que deste então cresceu imensamente e não só, também se reinventou numa panóplia de títulos diferentes com muitas inovações como o Destiny 2

Hoje os mercado dos Looter Shooters além de gigante mudou muito e reinam os empreendimentos megalómanos com sistemas de monetização diversos.

Toda a equipa

Lançamento de Borderlands 3

A 2K não esteve com meias medidas e o investimento no marketing para este lançamento, desde do seu anúncio a intensa campanha tem estado em todas as feiras e media da especialidade. Desde a E3, Gamescom, Guardiancon, etc. Ou seja por todo lado com cenários e merchandise sempre cheio de espectacularidade. No mínimo podemos dizer que a expectativa estava alta.

Equipa de Kinda Funny para o lançamento

Finalmente o regresso a Pandora…

Finalmente o jogo chegou-nos às mãos, na versão PS4, estava algo apreensivo devido aos vários relatos de bugs de quebras de fps assim como perda dos saves e felizmente não os vi. A primeira coisa que me ocorreu é que realmente me senti de volta a Pandora e ao universo de Borderlands.

Welcome back to Pandora!

O jogo começa em estilo com uma cut scene à boa moda desta saga e sem esquecer o humor escatológico. Logo de início somos guiados pelo carismático Claptrap, desta vez com nova voz, e somos logo confrontados com a escolha das classes. Temos quatro à escolha e cada uma delas tem três árvores de skills à escolha. Quatro personagens: Moze uma gunner com um Mecha (como não gostar?)! FL4K um robô beastmaster com uma de 3 bestas ao seu serviço, Amara a siren que não podia faltar e Zane o gadget man.

Começamos o nosso caminho até ao primeiro encontro com a Lillith que nos recruta para os Crimson Raiders e lá vamos nós dar tiros. O gameplay está actualizado assim como o estilo de arte porém mantém-se completamente fiel ao estilo da série. Logo à partida somos presenteados com loot a cair por todo lado e com armas, claro armas!!, para todos os gostos.

A Billion Weapons!!

O mapa de Borderlands 3

Talvez a maior surpresa tenha sido o quão variados são os mapas. Os cenários são imensamente diferentes em Pandora do que são em Athenas ou Promethea. Todos eles com desenho cuidado e grandes áreas de jogo, o que são adições bem vindas. A nossa base Sanctuary é tão espectacular como grande: uma nave que nos leva de planeta em planeta à procura de aventura.

Athenas

Confesso que o tamanho da nave e seus caminhos labirínticos por vezes causou-me enfado, simplesmente não acho piada nenhuma a procurar os locais de conveniência. A quantidade de localizações e actividades possíveis são imensas o que faz deste Borderlands 3 um jogo grande com  muito conteúdo. Certamente mais de 40 horas se formos calmamente aproveitar o jogo.

 O aspecto RPG

É muito bom o leque de personalização que nos permite desde classes com 3 árvores de habilidades cada, uma tonelada de cosméticos para todos os gostos e não sei se já referimos…armas, muitas armas. Armas por si só não é dizer grande coisa, aqui o que encontramos é uma enorme variedade com estilos muito diferentes.

Mas não só os estilos que fazem brilhar as armas, é fácil notar que grande trabalho foi feito para cada arma ter o seu feeling próprio, mesmo o som e handling de cada uma delas é distinto.

Opções de builds para todos

É sem dúvida uma grande mais valia pois estamos numa constante procura de novas armas e elas estão sempre a aparecer e tiramos grande gozo deste aspecto. Em suma os componentes estão balanceados e proporcionam uma excelente experiência de action RPG.

O Bom e o Mau

A Gearbox fez algo louvável nesta entrada, manteve todo o sentimento de um jogo retro com todos os componentes modernos que se justificam. Tirando os bugs acima mencionados(que não senti), o jogo sai muito polido com imenso conteúdo e com mais planeado a caminho, é algo que muitas empresas grandes tem falhado em fazer. Não pretende fazer dinheiro daquelas formas estranhas é aquilo que compramos e mais nada o que me parece louvável.

O divertimento é enorme neste jogo mesmo que os mobs a certa altura sejam repetitivos em contraste os boss fights são deliciosos. Desde de entradas gloriosas a habilidades muito bem pensadas que nos obrigam a estar no topo das nossas skills e  utilizar o nosso arsenal na sua total extensão.

Boss mas pouco

As cores e arte do jogo são deliciosas e algo que me chamou muito a atenção foi o sound design e banda sonora, estão incríveis desde o som das armas às malhas que de volta e meia ouvimos este é um aspecto fundamental para criar o ambiente de Bordelands 3.

Mas este manter de tradições e espírito de jogo fiel ao que é também pode ser penoso por outro lado, temos jogos modernos que oferecem mais em mecânicas e variedade. As quests conseguem tornar-se um pouco enfadonhas com o passar do tempo tendo em conta que vão sempre assentando no mesmo mecanismo.

A Narrativa

Curiosamente até considerei a narrativa com alguma qualidade, personagens com interesse e alguma dinâmica no enredo, mas o humor é empurrado com demasiada frequência e, sejamos francos, sem a qualidade necessária para tanta insistência (temos artigo do Borderlands 2 em que se louva o humor). A certa altura já não podia ouvir o Claptrap e muita da intensidade da história tende a perder-se neste jogo de excessos de um humor que já de si não tem muito para dar sem ser aquele punch inicial.

Os vilões, dupla de irmãos com poderes excepcionais, são intrigantes e recorrem aos dias modernos para ir beber do media stream constante no entanto é muito insistente e demasiado teatral. Tirando isto tem pontos deveras engraçados e dão muita vida à história.

Os mauzões live from…

Ainda assim passa com nota positiva e de qualquer forma ainda é algo em construção pois sabemos que ainda aí vem muito conteúdo.

O Bónus

O multiplayer co-op especialmente o split screen é excelente e este sim captura uma essência retro que é de grande diversão. Estar na sala com o meu filho a despachar pessoal com esta arma nova que lhe roubei no loot anterior é um bónus de grande valor e dá mais jogabilidade a Borderlands 3.

Para quem gosta do género é compra obrigatória e em geral um muito bom jogo embora em nada inovador ou excepcional é sólido no seu todo. Uma experiência à moda antiga muito bem feito e com expectativas ajustadas.