Já paraste para pensar no que se passa dentro de um computador, no universo de um sistema operativo, onde convivem malwares e antivírus? Exception centra-se nessa temática, transformando essa eterna guerra num jogo de plataformas com um cenário distópico e baseado em néons, repleto de puzzles e muita ação.

Quem diria que para corrigir problemas nos sistemas operativos era necessária tanta ação?

Exception pega no conceito clássico dos jogos de plataformas que é percorrer os níveis repletos de obstáculos e inimigos o mais rápido possível, até chegar à meta final. Existem lasers, robots, plataformas destrutíveis e outros perigos pela frente. Tudo parece querer explodir à passagem da personagem.

Mas a personagem é bastante ágil, saltando entre paredes, eliminando todo o perigo com o seu sabre de luz. O jogo destaca-se pelos efeitos de pirotecnia e as partículas sempre que destruímos um inimigo.

Apesar da perspetiva 2D, os cenários estão dispostos como se fossem um cubo, mudando de lado através de triggers espalhados pelos níveis. Por vezes é preciso resolver puzzles de perspetiva para avançar, mesmo que seja necessário inverter o cenário.

Ainda que no geral não seja original, o design dos níveis foi feito para que a jogabilidade fosse rápida e fluída, e por isso o estúdio está de parabéns. Instigando os jogadores a finalizar os níveis o mais rápido possível para registar a sua pontuação. E cada nível, embora intenso e desafiante, não é muito longo, pelo que podem avançar diversos níveis rapidamente até ao boss do ambiente. Os combates com os bosses requerem mais perícia, para encontrar o seu ponto fraco. Há espaço para improvisar, mas sempre que morrem terão de repetir algum do percurso desde o último checkpoint.

O jogo apresenta uma dificuldade crescente, com um ritmo cada vez mais frenético, introduzindo novas mecânicas e armadilhas a cada novo conjunto de níveis. Pelo meio, a narrativa desenrola-se em forma de banda-desenhada, mas certamente que irão colocar isso num segundo plano.

No geral, os controlos são bastante intuitivos e afinados, sendo necessária uma habituação ao salto, em que a personagem parece desafiar as leis da gravidade. De resto é um jogo de plataformas desafiante, divertido e sobretudo bonito pelos seus efeitos de neons. Destaque ainda para a sua banda-sonora tipicamente retrosynth.