Alladin da Disney é provavelmente a coisa menos Indie do mundo, mas sempre que há um revelação de jogos indie para os jogadores da Switch acho que o pessoal da Nintendo se sente um bocado como o vagabundo que leva que leva a sua dama real num passeio em que lhe mostra coisas que já existiam só que ela nunca as tinha visto por ter uma visão fechada do mundo dos jogos, muito concentrada nos AAA e grandes lançamentos publicitários.

Dia 10 de Dezembro foram anunciados os grandes indies que vão fazer da Switch uma das suas casas ou até, a sua casa exclusiva.

Entre os ports de jogos já existentes o primeiro destaque vai para The Talos Principle: Deluxe Edition e Dauntless. O primeiro um jogo de puzzles de bastante sucesso noutras plataformas em que temos que resolver centenas de enigmas utilizando tecnologia ultra avançado em cenários antiquados. Dauntless é um RPG de acção free to play que combina o estilo de design mais animado com as armas gigantes e caçadas de Monster Hunter. Ambos estão já disponíveis na eShop.

Para 2020 teremos alguns lançamentos que parecem muito interessantes como Liberated, uma aventura que relembra o ambiente de Comix Zone mas em graphic novel com um aspecto noir ao invés da BD americana dos anos 90. O estilo a preto e branco e sem caras visíveis, o ambiente misterioso dá a entender algo menos arcade que o clássico jogo mas o passar de quadrado em quadrado e página a página para avançar na acção é no mínimo original. Não 100% original devido ao já mencionado Comix Zone, mas entendem. Murder by Numbers como o nome implica será um jogo para resolver crimes num estilo de Phoenix Wright e sem ser por coincidência conta com as músicas do compositor original da série. Sail Forth promete belas aventuras em alto mar com barcos e eventualmente frotas totalmente customizáveis que devem dar uma liberdade ao jogador através da sua aparência simples mas cuidada.

Dentro do mundo indie há sempre ideias alternativas feitas por quem tem coragem de ser diferente. SuperMash que se apresenta a premissa de nos dar um jogo diferente a cada partida. Aqui podemos pegar em qualquer dois estilos e misturar num só. A partir desse ponto SuperMash cria um jogo para nós, dando-nos um código específico dessa criação das múltiplas possíveis que podem ser partilhadas com amigos e outros jogadores. O belíssimo SkateBIRD é outra das maiores promessas do próximo ano nem que seja pelo conceito. Um pequeno pássaro num skate a fazer grinds e ollies em lápis ou half-pipes de cartolina? “You had me at skater bird!”. 

Três jogos que também são grandes apostas nem que seja só pelo seu Pedigree, Axiom Verge 2 é a sequela directa do jogo de sucesso e aparenta ter o cuidado e qualidade deste. Sem dúvida obrigatório para os fãs. Street of Rage 4 dispensaria introduções só pelo peso do seu nome mas se for preciso é uma modernização e sequela da grande série de arcade, está com um aspecto delicioso e deve ser uma loucura mas infelizmente ainda temos que esperar um pouco para o ter. Também Gleamlight, feito pelos criadores de Bloodstained: Ritual of the Night onde controlamos uma espada. Para quê um protagonista quando é o objecto que faz o trabalho todo? O ambiente do jogo como se fosse um vitral antigo dá um aspecto meio mágico e infantil ao jogo mas conhecendo Bloodstained só podemos esperar que não seja para crianças.

Finalizando para a alegria de muitos fãs iremos ter a sequela de Golf Story através de Sports Story. O top down desportivo foi dos indies com maior sucesso no lançamento da Switch, quase três anos depois há uma expansão de ambiente e jogos, além de golf teremos ténis, futebol, mistérios e masmorras para explorar e quem sabe que mais…

Tendo em conta a falta de datas específicas para títulos exclusivos feitos em casa a Nintendo mostra que para o ano vai dar um passo em frente no que diz respeito aos Indies, parece que chega de ports com alguns anos nas costas, está na altura de começar a investir na pequena consola da grande N com jogos novos a ser lançados só para ela ou em simultâneo com as outras plataformas.