
Pensavam que iríamos comemorar este Fevereiro Bizarro sem virar atenções a Oriente? Sem olhar para a ilha que orgulhosamente deu a todo o mundo algumas das ideias mais bizarras de sempre, e os melhores TV game shows de sempre. Não acreditam? Façam como eu e pesquisem listas de programas de TV bizarros originários do Japão. Não vão ficar arrependidos.
É também do Japão que costumam provir jogos que são meras desculpas para ver imagens ero. Quantos puzzle games ou bullet hells não são sucessos comerciais (comparando com aquilo que custaram a fazer) apenas porque o sucesso de cada nível costuma significar a retirada de uma peça de lingerie de uma ilustração ero?
Mokoko, lançado há poucos dias no Steam é um desses casos. Um jogo mecanicamente engraçado que na realidade tem como selling point a possibilidade de desbloquear imagens ero de personagens nuas.

Eu conseguiria compreender o apelo destes jogos no final dos anos 1980 e nos 1990, em que o Google ainda era uma “cena”, que a internet ainda não era “just for porn” e quando jogávamos Leisure Suit Larry ou Lula na esperança de ver uma imagem pixelizada de uma mulher nua.
Mas nos dias de hoje… é estranho.
Mokoko é um arcade game, em que controlamos a cara de um homem que tem de salvar as indefesas personagens femininas de uma série de alienígenas voadores. Este é um jogo de conquista de área em que controlamos a cabeça de uma espécie de Robocop com bigode que consegue desenhar linhas limítrofes de área. Se fecharmos essa área antes que algum inimigo ou projéctil nos toque ou à nossa linha, partimos essa zona e reduzimos o campo de acção dos monstros.
O “coito” (trocadilho não-intencional), ou a zona onde estamos a salvo, são as arestas da área total, e assim que conseguimos “fechar” o boss numa área, ele é derrotado e passamos de nível.

Qualquer semelhança com jogos clássicos da Taito como Qix e o saudoso Volfied não são meros acasos e os próprios autores do estúdio NAISU o admitem: e entristece-me dizer que um jogo que custa neste momento em promoção de lançamento uns módicos 2,79€, continua a não ser melhor que um jogo de arcada de 1991.
E nem as ilustrações com nudez (opcional, activada com DLC gratuito) que desbloqueamos têm qualidade artística (ou mesmo erótica) suficiente para justificarem o jogo.













