Depois da Microsoft divulgar mais pormenores sobre a sua nova consola, ontem foi a vez da Sony falar sobre a sua PlayStation 5. A Microsoft optou por mostrar algo mais palpável além das especificações enquanto que a Sony manteve-se mais restrita e mais técnica para um publico um pouco diferente que o consumidor final.

Mark Cerny que é o arquitecto da consola que já o tinha sido na PS4 é sempre muito técnico e até parece aquele ministro que tivemos que apresentava tudo em PowerPoint!
Analisando o que já nos foi apresentado são abordagens diferentes, a Microsoft optou por deslumbrar os leigos com promessas de especificações de nova geração como o Raytracing e loadings quase instantâneos ou imperceptíveis.

Aqui está uma bela grelha com as diferentes características técnicas, só faltam mesmo os gráficos!
Para esta nova geração algumas características da geração passada foram novamente adoptadas e vamos ver o ressurgimento das medias proprietárias comparáveis aos cartuchos de memória, se bem que agora não para saves para inclusive para instalar os jogos caso o disco primário fique cheio.

Seja para libertarmos espaço do disco interno da consola ou para transferirmos dados de jogos e jogos completos, as novas médias proprietárias são a evolução moderna dos cartuchos do passado e mais um 2 em 1 de cartões de save. Só o tempo dirá se foram realmente úteis e não dispendiosas como se adivinham ser.
Um resumo simples para leigos:
A memória RAM da PS5 é unificada o que se for como nas gerações anteriores que se verificou que era um erro ter pools de memoria diferentes pode ser uma vantagem para quem for desenvolver jogos pois será mais simples a optimização e aproveitamento dos recursos em especial em portes.

Como já tem vindo a ser padrão nas consolas anteriores da Sony desde a PlayStation 3, o utilizador pode trocar o disco, mais precisamente neste caso há um slot livre que o utilizador pode instalar um SSD M.2 ou NVME, terá é que cumprir com os requisitos que a Sony estabelecer.
O disco interno da consola é também mais rápido que o proposto pela Microsoft para a sua nova Xbox, não sabemos se essa vantagem será notória ou não porque já adiantaram que também terá SRAM como na Xbox One e isso pode trazer vantagens e desvantagens logo a vantagem que a PlayStation 5 tem na velocidade superior do disco só se poderá saber se será real ou apenas teórica.

Todas estas inovações técnicas tem mão da AMD as pequenas diferenças terão mão da personalização que a Sony e a Microsoft fizeram em parceria com a AMD
A outra vantagem é a PS5 ser mais eficiente na gestão do consumo de energia, tudo está bem sincronizado para o sistema gerir e balancear os recursos, quando é necessário mais trabalho do GPU ou quando é mais necessário mais recursos do CPU e aí o sistema ajusta a velocidade dos clocks, pelo que pude também perceber haverá um ajuste dinâmico de recursos entre jogos que necessitam de mais recursos e são mais complexos e outros jogos que são mais simples e não necessitam de tantos recursos disponíveis, e isso no final vai traduzir-se numa consola mais eficiente e inteligente.

Do lado da nova Xbox há um GPU que em termos de força bruta teórica tem mais 2TF alimentados por mais unidades de processamento disponíveis os chamados CU (compute unit) que pode ou não fazer a diferença.
Isso só se vai saber quando começarem a sair jogos e provavelmente só se vai notar na segunda geração de jogos, o CPU também é mais rápido mas também não sabemos se os clocks serão dinâmicos como na PS5 o que provavelmente poderá ser.
Dado que as demonstrações foram radicalmente diferentes podemos para já só especular em volta do que nos foi mostrado, a Microsoft optou por falar de valores brutos e a Sony falou de aspectos técnicos e teóricos.

Construída de forma modular a nova Xbox abandona a formula mais simples das anteriores e apresenta-se numa arquitectura inovadora como já não víamos desde a 7ª Geração!
Agora o resto vai depender de cada uma, a Sony tem aqui “specs” para ter mais margem de lucro e ter a consola mais barata. E a Microsoft tem do seu lado números brutos que podem cativar públicos diferentes.

O Raytracing vai estar disponível em ambas as consolas, característica de partilharem a mesma arquitectura RDNA da AMD
Na minha opinião a nova PlayStation vai seguir uma filosofia mais próxima do que pedimos para uma consola de jogos, simplicidade e eficiência.
Poderemos adquirir os mesmos componentes que há para PC, neste caso um Nvme comum, isso dar-nos-á maior escolha e provavelmente será mais económico para nós que uma driver proprietária como na nova Xbox, que poderá ser mais cara.

No passado a Sony usava sempre os seus formatos proprietários, hoje parece um bocado escaldada com os problemas decorridos com essas estratégias. Agora toma a decisão de dar maior liberdade aos seus consumidores e usa o formato padrão que nos pode custar menos.
De forma geral gostei que nesta nova geração que se aproxima a abordagem é mais inovadora e aparentemente amiga do consumidor do que a anterior, um das características que se perdeu há décadas nas consolas que eram um selling point está de regresso, podermos carregar um jogo sem ou quase sem tempo de loading. Isto é o que todos nós pedíamos que regressasse às consolas!

Os loadings quase instantâneos são a principal inovação que a Microsoft demonstrou para a sua nova Xbox
Também já me estava a esquecer, o foco no processamento de som voltou a ser visto com maior importância e será interessante ver como será verdadeiramente implementado, para já é promissor em especial para a tecnologia de realidade virtual.

Os audiófilos foram finalmente ouvidos e a Sony introduziu o chamado Tempest Engine, uma solução de hardware e software que promete revolucionar o som nos jogos! A nova Xbox também terá a sua versão de audio da nova geração mas para já o da PS5 parece mais robusto.
Agora surgem mais duvidas ainda que dão oportunidade para mais especulações, mas não é o suficiente para estarmos tão ansiosos e a a paciência é uma virtude.













