
A equipa do Rubber Chicken não tem apenas estado a trabalhar avidamente na análise das consolas de nova geração e dos seus jogos de lançamento. O Rubber Chicken sempre foi conhecido por ir um passo mais longe, mesmo que isso signifique noites sem dormir, gastar um Moleskine por semana em anotações, ou passar uma média de 4 horas diárias na sanita a tentar descobrir qual o melhor ângulo.
Com uma nova geração de consolas a chegar já a partir da próxima semana, todos percebemos que este momento histórico representava uma responsabilidade adicional. Foi por isso que nos últimos dois meses parte da nossa equipa se juntou num grupo especial de jornalismo de investigação com o propósito de desvendar tudo o que os outros locais não descobriram. Este conteúdo exclusivo é resultado de mais de 1200 horas de investigação e entrevistas com funcionários da Microsoft e da Sony que pediram para manter o anonimato. Aquilo que encontrámos neste artigo de investigação exclusivo foram todas as funcionalidades que ambas as empresas tiveram que retirar das suas consolas, nos últimos meses, quando perceberam que tinham que cortar atalhos para conseguir desenvolver a nova geração antes do final de 2020. Este foi o resultado de tudo o que descobrimos:
1 – PS5: A consola era compatível com discos de Vinil
A Sony afirma que as enormes dimensões da sua consola servem para garantir o arrefecimento do sistema. Soubemos no entanto que a verdade era possibilitar à consola reproduzir discos de Vinil. O regresso do Vinil atingiu todo o público, por um lado os mais velhos voltaram a dar uso aos seus antigos discos de alta qualidade analógica, por outro as novas gerações acham que é extremamente cool ter essa qualidade vintage nas suas salas mesmo que o som saia por uma mini coluna nos leitores. Os engenheiros da Sony lutaram principalmente com a agulha de leitura auto-retráctil e acabaram por abandonar a ideia. Foi também por essa razão que a consola vem com uma base que a permite colocar na horizontal ou vertical, porque na opção vertical os vinil estavam sempre a cair.

2 – Xbox Series X: A consola funcionava como Subwoofer
O desenho da Xbox foi pensado em redor desta funcionalidade. Após testes exaustivos de centenas de subwoofers do mercado, a Microsoft chegou à conclusão que todos tinham praticamente a mesma forma e desenhou o aspecto da consola no mesmo sentido. No entanto, após meses de desenvolvimento os problemas acumularam-se. Os discos tremiam no interior e saltavam blocos de leitura; os poderosos graves causavam interferências no CPU e no GPU; e o problema maior: se o som tivesse muito alto a expansão de memória extra saltava da slot. É por esta razão que a consola tem uma grelha em cima. A mesma era pensada para estar à frente e como já tinham comprado milhões de peças tiveram de as reaproveitar.

3 – PS5: O comando era para ser usado como dispositivo VR
A Sony batalhou durante meses para conseguir integrar a tecnologia Google Cardboard no novo comando. O protótipo original colocava os analógicos mais distantes à esquerda e à direita, e no seu lugar tradicional existiam duas lentes por onde podíamos espreitar e experienciar a realidade virtual sem a necessidade de adquirir um equipamento adicional com o potencial de nos deitar ao chão ao tropeçar na quantidade de cabos ligados. A tecnologia funcionou e estava pronta, mas os testes com jogadores deitaram tudo por terra. As crianças mais novas conseguiram desfrutar desta tecnologia mas as pessoas mais velhas acabaram com lesões porque eventualmente espetavam um analógico no olho. Pensou-se em lançar a consola com um rating PEGI até aos 7 anos mas o departamento financeiro assustou a empresa com o olhar que fizeram na reunião. Foram então inventadas dezenas de brincadeiras que o comando faz e mudou-se o nome de DualVision para DualSense.

4 – Xbox Series X: A consola suportava o Windows 95
A Microsoft leva a retrocompatibilidade muito a sério. Na nova geração quiseram ir ainda mais longe e suportar jogos nativos de Windows 95. O projecto que tinha o nome de código “XDOS” permitiu correr na consola clássicos como Wing Commander, The Adventures of Willy Beamish, Titus the Fox, Epic Pinball, e muitos outros incluindo toda a série Ultima. O problema foi a equipa não conseguir ultrapassar a quantidade enorme de ecrãs azuis, a impossibilidade de colocar as teclas Control, Alt e Delete no comando, e também a incapacidade de conseguirem desligar o Internet Explorer. Com uma previsão de muitos mais meses de código até conseguirem manter a funcionalidade estável, a ideia foi abandonada e mantiveram o sistema operativo actual da consola com a tecnologia Windows XP.

5 – PS5: A consola tinha um design mais rectinilio
Os desenhos finais aprovados da PS5 correspondiam a uma consola muito mais rectilínea e sem abas no topo. A ideia era integrar melhor a consola em qualquer móvel de uma sala. No entanto, quando o fabrico foi encomendado à TSMC (Taiwan Semiconductors) a empresa trocou o registo com um pedido da Huawei para novos routers (embora tenham achado as dimensões exageradas). Quando o erro foi descoberto já era tarde demais, e os engenheiros tiveram de descobrir como colocar a nova tecnologia no novo interior. É por isso que a nova PS5 tem uma “barriga” tão definida no exterior, para conseguir encaixar os CPUs e GPUs que já tinham sido entregues.

6 – Xbox Series X: A consola deveria ter uma versão da X em branco
A ideia original da Microsoft era fornecer a Series X em ambas as cores. Após uma análise de mercado a marca chegou à conclusão que a maioria dos lares mundiais estão equipados com móveis do IKEA em branco ou em preto. Resolveram que fornecer as duas opções ao público agradaria imenso aos fãs, porque poderiam equilibrar as cores com o mobiliário. No entanto, devido à pandemia, a quantidade de tinta branca prevista não chegou a tempo. Como já tinham pintado todas as Series S não tinham qualquer margem de manobra de conseguir tinta a tempo até 10 de Novembro. Ainda tentaram lançar para o mercado a ideia que a versão maior era a preta como apoio ao movimento Black Lives Matter, mas após um designer referir que tinham de escrever essas palavras a branco para se salientarem no negro abandonaram a ideia de vez.

Foram tentados vários produtos que não resultaram
7 – PS5: A consola era compatível com todas as gerações anteriores desde a PSOne
A Sony sabia que a retrocompatibilidade nativa até à primeira geração da Xbox era um enorme selling point para a Microsoft. Daí que resolveram desde muito cedo incluir no interior do sistema o hardware nativo das três primeiras gerações de consolas. A curiosidade é que até Maio de 2020 esta funcionalidade manteve-se, mas quando chegaram as consolas da TSMC com o erro referido no ponto 5 atrás, a única forma de conseguir encaixar esse hardware era aumentar a altura da consola para cerca de 1 metro. A equipa de retrocompatibilidade foi então transferida para outra unidade com o objectivo de lançar versões compatíveis por software dos jogos anteriores e vender os mesmo a preços actuais de mercado.

8 – Xbox Series X: A consola original era muito maior
Esta questão causou uma enorme disputa e desconforto no seio da Microsoft. Os dois engenheiros principais responsáveis pelo desenvolvimento nunca estiveram de acordo com nada, durante as primeiras fases da consola (uma fonte interna que não quis ser mencionada informou-nos que um dos engenheiros foi apanhado a dormir em flagrante com a chave de fendas do outro, e que desde esse episódio as relações entre ambos deterioraram-se). O Rubber Chicken obteve dois memorandos internos (que não podemos revelar para evitar processos legais) onde as diretivas para as equipas são totalmente opostas. Num deles pede-se para miniaturizar ao máximo os componentes, enquanto o outro pede que a dimensão não seja a prioridade mas sim a capacidade de processamento. No meio da confusão o hardware acabou desenhado com as dimensões menores possíveis, mas a caixa da consola com as dimensões para hardware maior. A Series X original era um paralelepípedo com as dimensões da PS5, o que causou que as primeiras unidades fabricadas tinham um espaço totalmente vazio numa das metades. Um dos engenheiros ainda promoveu a ideia de ser possível encaixar e guardar para transporte a Series S nesse espaço, mas o outro engenheiro discordou e acabou por ser adoptada a caixa mais pequena.

9 – PS5: A consola conseguia levitar
Esta funcionalidade era uma inovação tecnológica para evitar problemas futuros. Nos primeiros testes de hardware a PS5 ainda fazia mais barulho que a PS4 Pro. A equipa de desenvolvimento sabia que não tinha capacidade de evitar este incómodo (na versão mais rectilínea e pequena da consola) e foi aí que surgiu a genial ideia de incluir um sistema de levitação magnética na base da consola. Dessa forma, sempre que a consola fizesse muito barulho com as ventoinhas, a mesma subia no ar, o que provocava um efeito visual incrível. No entanto, depois do erro de entrega de design a equipa percebeu tinha espaço extra para colocar um sistema de ventilação eficaz e silencioso. Esta inovação foi então deitada ao lixo assim como todos os reports dos casos em que a consola saiu disparada contra a parede.

10 – Xbox Series X: O nome da consola não era este
O nome até recentemente da nova consola da Microsoft era Xbox Z. Mas a ideia foi abandonada por ser considerado um nome muito difícil de compreender como sendo uma nova consola e para não ser confundido com a anterior. Foi desta forma que para uma maior clarificação a seguidora da Xbox One X passou então a ser Xbox Series X.













