
É mais “three escapes”.
…e fogem. Em separado, que isto é uma prisão, não uma Arca.
Ainda tentei arranjar uma boa punchline, mas tive dificuldade em arranjar algo diferente. One Escape, um clássico metroidvania dos russos da BUG-Studio, também partilha dessa dificuldade.
Logo a abrir, é-nos apresentada a premissa: Dook, Gor e Hog – acho que chegam lá – iam para assaltar um banco mas, caraças, são apanhados pelas autoridades. Quero crer que a aposta no ralador de queijo abdominal não foi assim tão firme e uns cursos na Academia de Banditagem teriam dado melhor resultado. Agora, é preciso que escapem do estabelecimento prisional, com a nossa ajuda.

“Se sairmos pela porta da frente ainda vamos a tempo de ir dar no ferro”
No que às mecânicas de metroidvania diz respeito, One Escape segue a tradicional fórmula na perfeição. Sessenta níveis, 20 dos quais para cada personagem, com dificuldade crescente, meia dúzia de objectivos secundários e um eficaz level design. O pato esgueira-se pelas condutas, o gorila trepa paredes e o javali dá uns socos e carrega caixotes. Todos têm duplo salto e enfrentam obstáculos como câmaras de vigilância, raios laser ou chão eletrificado. E tem guardas, pois. Diversão garantida (foi o meu caso) a não ser que já tenham jogado isto N vezes (não foi o meu caso).

O meu nome é Gor. Gor-ila.
Nesta terceira proposta da Ratalaika Games que chegou ao Rubber este ano, várias vezes senti-me impelido a jogar só mais um nível, a lidar com alguma frustração que cada vez menos se vê em jogos atuais e a disfrutar de umas estimulantes quatro horas nos serões de uma difícil semana de trabalho.
Com tantas opções no género a tentar inovar no mercado num intervalo de preço (€4,99) para todas as consolas, só recomendo One Escape a quem, como eu, não tem muita queda para o género e ainda assim se identifique com os visuais e mecânicas retro. Mas caramba, custava assim tanto meter a quadrilha de bicharada dentro de um carro a tentar escapar à polícia? Ou juntá-los em alguns níveis para trabalharem juntos à la Prison Break? Se pelo menos uma mão cheia de níveis de cada personagem está tão bem pensado, quão melhor teria sido se o jogo fosse mais ambicioso, com os mesmos recursos?













