Se são como eu viram quando o primeiro Chivalry saiu todos os youtubers a jogar e achavam o jogo incrível. Que conceito tão bom de pegar num FPS e meter espadas nas mãos do jogador em vez de armas de fogo.

E se são como eu também viram há uns anos o lançamento de MORDHAU e não hesitaram em comprar esta obra prima.

Pois o que vos trago hoje foi o acordar tardio depois de uns anos de dormência da saga Chivalry. Chivalry 2 chegou e apesar dos developers terem ficado a ver o comboio passar quando a carruagem estava em andamento e lhes pertencia exclusivamente, encontraram na minha opinião um nicho que é capaz de tirar melhor partido do jogo.

Para quem não conhece, Chivalry 2 é um FPS medieval em que o jogador pode utilizar todo o arsenal medieval disponível para lutar contra outros jogadores online.

Os nossos guerreiros inteiramente personalizáveis.

Há jogos de free for all em que toda a gente é livre de escolher quem quer decapitar em qualquer instante, e team deathmatch para 40 ou 64 jogadores. Escusado será dizer que a diversão está nos jogos com 80 ou mais pessoas ao barulho.

E como é hábito, para mim a melhor forma de mostrar como um jogo é é relatando detalhadamente uma série de eventos que me tenha acontecido durante uma sessão de jogo, portanto cá vai:

Tudo começa num descampado durante a noite. Dou por mim nas fileiras do exército de Agatha junto de outros 31 cavaleiros. À nossa frente está o nosso líder a finalizar um discurso que nos vai motivar(ou dar soninho porque já eram 2:15 da manhã) para a batalha que aí vem, e é aí que me apercebo que do outro lado do descampado outros 32 cavaleiros com a cor vermelha nas suas bandeiras estão em carga na nossa direção.

Pego na minha espada e junto com os meus companheiros começamos a correr na direção dos inimigos. não acontece aquele típico embate como se vê nos filmes de Hollywood mas há logo quem consiga derrubar uns quantos inimigos com a primeira investida. O que se segue é uma série de avanços e recuos em que tanto um lado como o outro vão perdendo forças alternadamente até que finalmente manchados de sangue e com os dedos cansados de tanta fúria a martelar o teclado durante o combate, um dos lados sai vencedor dessa batalha. Quando falo de fúria, atenção que ela pode não transparecer cá para fora quando alguém me vê a jogar no PC, mas acreditem que por dentro estou a gritar e a vibrar com cada amputação ou investida da minha espada que leva dois inimigos para o além(ou quando um cavaleiro adversário fica no chão à espera de ser ajudado por um aliado e eu o vejo a fugir de gatas á espera do doce cair da minha espada sobre o seu pescoço).

Descansar um bocado nas nossas defesas antes de investir contra os inimigos mais uma vez.

O combate continua intenso, simples e imersivo como sempre foi e é aí que eu acho que está o nicho  de que falava no início deste texto. Sei que muita gente há de vir dizer que MORDHAU é melhor. E em muitos aspectos concordo, é uma simulação melhor de combate, requer mais perícia para se ser bom no jogo e oferece mais customização do personagem tanto em termos estéticos como mesmo em equipamentos e perks que alteram o estilo de jogo. Mas Chivalry 2 é simples, com uma hora de jogo já se consegue ir para combates e tirar partido de tudo o que o jogo tem para oferecer. É mais “Arcady” e por isso mesmo vai com certeza apelar mais aquelas pessoas que querem um escape de umas poucas horas por semana sem ter de passar por aquela agonizante fase de ser morto assim que se reaparece no jogo.

Juntando essa simplicidade a uma variedade maior de mapas e cenários em que o jogo pode decorrer, temos um jogo que faz justiça ao seu antecessor e mantém os seus developers em campo durante mais um pouco até conseguirem criar algo tão inovador como foi o primeiro Chivalry (esperemos é que não demorem tanto tempo até o fazer como levaram para este).