
Não passou assim tanto tempo desde o lançamento do mais conhecido metroidvania . . . o próprio Metroid Dread. E como Hollow Knight é um dos meus jogos favoritos de todos os tempos, aqueci o comando, sentei-me na cadeira na posição “isto é à séria” (como quem diz inclinado para a frente) e aventurei-me no brilhante (literalmente, a personagem principal é um pedaço de sol) e colorido mundo de Imp of the Sun.

Imp of the sun é um pequeno jogo de ação e plataformas mais ou menos aberto (para não dizer metroidvania outra vez) onde temos que ir saltando entre as várias zonas do jogo que temos desbloqueadas, na esperança de encontrar algum desafio ou alguma luta que nos faça desbloquear um novo poder, poder esse que vamos usar para desbloquear novas áreas do mapa com outros desafios ou lutas que… e por aí fora.

O jogador é posto no papel de um Imp . . . of the Sun que tem de arranjar maneira de libertar o Sol que foi aprisionado pelos quatro guardiões, deixando o mundo a viver num eterno eclipse.
A nossa demanda leva-nos através de vales e montes, florestas, montanhas, desertos e uma panóplia de mais 3 ou 4 sítios, todos impecavelmente desenhados a nível visual. As cores vivas do mundo, a personalidade visual das personagens e toda a identidade gráfica inspirada na cultura Peruviana é excelente e uma das coisas a aproveitar neste jogo.

Não tão forte como a identidade visual, é a identidade narrativa, que é bastante genérica, notando uma clara falta de esforço neste departamento. Os próprios NPCs são extremamente limitados a 3 ou 4 frases por arco da história, o que para um NPC não seria mau, tirando que apenas há 4 ou 5 EM TODO O JOGO. Isto já é um jogo single player, mas ainda me deixou mais com o sentimento que nem o jogo me queria fazer companhia.

O que também é bastante sólido é o gameplay. Todos os movimentos são extremamente fluidos, e cada ação que vamos desbloqueando aumenta satisfatoriamente o leque de coisas que conseguimos fazer, não são apenas pequenos truques para passar esta ou aquela porta que antes estava barrada. De cada vez que um poder é desbloqueado, saltam-nos logo à memória várias zonas onde o poderemos utilizar.
Os combates são bem estruturados, com cada adversário e chefe a ter um conjunto de ataques bastante diversos entre si. Penso que apenas sofrem um bocado do mau escalamento de poder da personagem, pois alguns upgrades deixam-nos demasiado fortes, fazendo com que acabemos por derrotar certos bosses antes de poder sequer ver todo o seu conjunto de ataques. Ainda pior, por vezes acontece simplesmente ter tanta vida, que posso saltar para cima do boss e atacar constantemente enquanto levo com todos os ataques dele… e mesmo assim ele morrer primeiro.

Outra das coisas que gostei bastante em Imp of the Sun, foi a acessibilidade do gameplay. O jogo começa com ações bastante simples, mas quando chegamos ao fim do jogo quem estiver a ver de fora nem deve perceber como é que fazemos aquilo que estamos a fazer. Há imensos bocados de qualidade vida que são bastante agradecidos, como os inúmeros pontos onde o jogo é guardado, facilidade de viagem rápida entre pontos já explorados e um sistema bastante engenhoso de recuperação de vida em qualquer lugar que tenha luz.
Recomendo vivamente Imp of the Sun, não é o novo jogo que veio revolucionar nada neste género já saturado, mas faz bastante bem aquilo que tenta fazer, para além disso é lindo, e toda a gente gosta de coisas lindas.













