Se me dissessem que há pouco mais de 15 anos surgiria um assumido subgénero de jogos de plataformas inspirado nos níveis mais difíceis dos jogos de 8 bits com os quais crescemos, eu ia a correr atrás dessa pessoa para lhe bater porque mentir é feio e está mal mentir. (Fica aqui ao estilo de homenagem uma óbvia homenagem a um dos melhores conteúdos humorísticos feitos em Portugal, o Relatório DB).

Um desses apelidados precision platformers é Ninja Ming, um jogo extremamente desafiante que vive da mecânica de teletransporte, e foi desenvolvido e publicado pelo estúdio independente 1 Poss Studio.

Em Ninja Ming assumimos o papel do titular Ming, um ninja em busca da transcendência e para a alcançar tem de usar uma técnica que aprimorou, o “Flash kunai“, que consiste em lançarmos uma kunai e podermos teletransportar-nos instantaneamente para o local onde ela chega. Esta habilidade permite-nos (e obriga-nos) a movimentos ágeis e criativos, essenciais para superar os desafios das quatro zonas distintas, tematicamente dedicadas à Floresta, ao Vento, à Montanha e ao Fogo. 

O jogo leva-nos por 241 níveis repletos de obstáculos que exigem precisão e destreza, um desafio possível de levar a cabo com os seus controls responsivos e reinícios instantâneos após falhas (porque vamos falhar, e muito). Ninja Ming incentiva-nos à experimentação e ao aperfeiçoamento contínuos, e temos ainda pergaminhos escondidos, enquanto itens coleccionáveis opcionais que nos permitem desbloquear modos bónus e competir em desafios de speedrun. 

Para os entusiastas de jogos de plataformas extremamente desafiantes e assentes no domínio de mecânicas específicas, Ninja Ming é um bom osso duro de roer, e que vai preencher a fome por jogos como Super Meat Boy.