
Sabem onde é que há jogos indie bons, daqueles mesmo bons, dos que se olham assim à primeira e se diz “ix, que jogo indie tão bom!”. É em Ermesinde. E no Indie X.
Visto que o nosso festival dá destaque a muitos jogos que estão ainda numa fase intermédia de desenvolvimento, é sem surpresa que eventualmente esses jogos nos vêm parar às mãos e que acabamos por escrever sobre eles.

Um deles proveio de um estúdio que eu já conhecia, os Moi Rai Games , e que se tem notabilizado por trazer o monster collecting para géneros diferentes, como o provaram com Monster Sanctuary, que trouxe o subgénero para uma fusão com metroidvania.
Aethermancer, o novo jogo, tem uma premissa diferente. O monster collecting está presente, a linguagem visual e até conceptual com Monster Sanctuary está presente, mas o pressuposto é completamente distinto.

A história coloca-nos na pele de Siriux, o titular Aethermancer que vai arriscar a sua vida para entrar nas Fractured Ruins que estão a espalhar corrupção pelas terras de Terastae, e fá-lo com a sua capacidade de criar vínculos com as criatura que lá habitam.
Neste roguelike monster-collecting game, a experimentação é rainha. Começamos cada run com uma criatura, e podemos ter até mais duas a preencher a nossa party. Sempre que uma delas é derrotada, perdemo-la na run, e se ficarmos sem criaturas para combater, terminamos a nossa tentativa.

Cada criatura tem keywords associadas, entre o tipo de ataque que pode fazer, mas também os buffs, debuffs e sinergias que pode criar com outras. E visto que podemos capturar novas criaturas, substituindo, se necessário, alguma que esteja na nossa party, este é um sistema que nos faz testar alinhamentos de monstros até encontrarmos o agrupamento que sentimos ser o mais eficaz.
O combate, apesar de ser por turnos, tem algumas aspectos que diferenciam a estratégia. Ao invés de termos número limitado de movimentos ou energia para gastar, encontramos os ataques mais poderosos a necessitarem de orbs de elementos específicos, sendo que a forma de gerar estas orbs é através de ataques básicos que não têm custo, mas também não têm grande poder associado.

A meta-progressão está ligada a uma série de unlockables que vamos tendo acesso via Pilgrim’s Rest, a localização que serve de hub entre runs e onde podemos melhorar algumas estatísticas dos monstros, ou reviver outros, tentando, dessa forma, chegar o mais longe possível.
Ainda em Early Access, o que Aethermancer nos mostra aqui é um delicioso twist ao monster-collecting, com cada run, apesar de ser algo extensa, a exigir de nós uma estratégica utilização dos nossos monstros.













