
Bem-vindos a um novo ‘cantinho’ aqui no Rubber Chicken, em que vou (tentar) falar de Pokémon Trading Card Game com especial enfoque em press releases e revelações de novas coleções deste jogo que já resiste desde o final dos anos 1990!
Ao fim de várias décadas de distanciamento (não por opção, mas por esquecimento) voltei a embarcar nesta viagem intensa do Pokémon TCG muito pela minha paixão por estes ‘monstrinhos de bolso’.
Posto isto, hoje vamos falar de Mega Evolution: Chaos Rising, a nova coleção do PTCG, que teve seu press release oficial na sexta-feira, dia 15 de Maio.
Abandonámos a estação Perfect Order, que trouxe algumas novidades ao universo do Pokémon TCG, muito por conta da ‘rotação’, que nada mais significa do que a proibição de um número vasto de cartas no formato standard de PTCG. Mas para quem só colecciona cartas, isto pouco importa! Já para quem é apaixonado por se digladiar com cartas Pokémon, isto implica que as cartas com a letra ‘G’ deixaram de ser admitidas em torneios oficiais da Pokémon.
Arrumado o assunto da ‘rotação’ passemos à minha experiência na press release, que, no meu caso, foi providenciada pela Byul Verse, uma loja localizada no Funchal que me tem sustentado neste bom vício!
A Byul Verse dedicou três dias à press release, recebendo por sessão cerca de um máximo de 10 participantes.
Mediante o pagamento de 32€, cada um destes jogadores recebeu um baralho novinho em folha, para além de sete boosters (quatro antes dos jogos e três depois), iniciando em grande a viagem por Chaos Rising.
Lembrar que neste tipo de acção de lançamento de novas coleções, os participantes não só recebem cartas como são colocados num frente-a-frente, que neste caso em particular era de três rondas.
Chegados ao espaço, encontrámos um ambiente de expectativa não só por se tratar de uma nova coleção, mas também pelo facto de o mítico Greninja ser o cabeça-de-cartaz do Chaos Rising. O burburinho era notável, com os dez participantes empolgados com a perspectiva de poderem arrancar, logo neste 1º dia, a megaevolução do sapo ninja mais cobiçado do mundo Pokémon.
Firmemente agarrado à cadeira, recebi o meu deck ‘mistério’, não tendo conseguido o que queria, que era o Ampharos, com a minha sorte a ter se ficado pelo Crobat. Mas vá, cartas fresquinhas e novas, com o meu deck dedicado ao tema dark, algo que já é hábito meu desde que voltei a estas lides.

Chegaram os boosters e… bem, cartas novas novamente! Para mim, não há booster inferior ou superior, já que estimo todas as cartas com o mesmo carinho e respeito, e não digo isso como forma de me armar em Ash Ketchum. A carta mais rara que me calhou foi um Cinccino EX, que, apesar de não ter podido usar no press release, abre perspectivas para criar baralhos muito, digamos, interessantes.
Tivemos cerca de 45 minutos para afinar e montar os nossos baralhos, que, no caso das press releases, são de 40 cartas, tendo menos 20 do que o jogo standard de PTCG. Não esperava grandes resultados porque, perante os decks de fogo (Delphox), raios (Ampharos) e dragão (Goodra), nunca teria grandes chances.
Fui amassado no 1º jogo contra um combo de Ampharos e Greninja, seguindo-se uma vitória frente a um deck exactamente igual ao meu (com uma ou outra diferença) e, finalmente, terminei obliterado por um super Delphox + Delibird.
Faz tudo parte da experiência. Perder, ganhar, perceber que potenciais combinações posso desenvolver com cartas de coleções anteriores ou que talvez não fui feito para o choque de cartas!
Arrumado o baralho, chegou o momento de recebermos mais três boosters, com os quatro primeiros classificados recebendo quatro cada. O barulho ensurdecedor de carteirinhas de cartas a serem abertas entrou em cena, e cada um foi esboçando sorrisos ou desenhando uma careta de decepção. No meu caso foi sorriso, porque arranquei duas ilustrações raras: Crobat (sim, exactamente!) e Xerneas.
Posso ter saído do press release com um saldo negativo que me deixou em 7.º classificado, mas ninguém pode-me tirar estas duas cartinhas de fino quilate.
Com a experiência terminada, ainda tive tempo de adquirir mais uns quantos boosters de outras duas coleções – Ascended Heroes e Perfect Order – para alimentar o bichinho enquanto Chaos Rising não chega às bancas.
Devo dizer que o nível de execução e preparação da Byul Verse foi fenomenal, garantindo uma experiência gratificante para quem ia com poucas expectativas, tendo não só me oferecido mais do que uma mão cheia de sorrisos, mas também a certeza de que virei a mais press releases, advogando que outros também participem!
Está feita a pomba, e prometo continuar a engrandecer este espaço com mais artigos e experiências do género, já que estou aqui para ficar.
Nota sobre o Mega Evolution: Chaos Rising. A coleção tem um total de 198 cartas, sendo que podemos dividir entre as cartas ‘normais’ com 86, com as restantes 112 a se dividir por diferentes classes.














